segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano novo

Resolução máxima para 2010: faxina geral!!
Um feliz ano novo para todos, que 2010 seja ainda melhor que 2009.
Amanhã me desligo da rede para voltar só no ano que vem!!
Fui:)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Porque o amor sara

Surpresa
Não se reconheceu no primeiro ato
Diante do fato que ainda é calado
Velado em expectativa deslumbrante
Aguarda como se fosse já sua
Parte pequena em um mundo de encanto
Em que o amor não permite mais pranto.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Então é natal

Essa aconteceu comigo ontem.
Deixei o carro do meu irmão na concessionária para uma revisão. Marcaram um horário para me buscar quando o carro estivesse pronto. Após 45 minutos de atraso, pézinho batendo irritado e um compromisso quase já indo pelos ares, aparece a motorista do leva e traz, uma senhora muito simpática e falante. Pediu mil desculpas, tentou se explicar, mas a minha fúria estava nas alturas. Porque sou uma criatura muito calma e compreensiva, mas por favor NUNCA me deixe esperando sem uma ótima justificativa para o atraso.
Bom, contei até dez, afinal estamos em dezembro, eu estava carregada de compras de natal e o espírito natalino assoprava no meu ouvido que eu deveria relevar e deixar passar. Sorri simpática e emiti um sonoro "tudo bem, acontece não é?" e seguimos para a concessionária.
Chegando lá, o rapaz encarregado do meu atendimento me recepcionou, sem antes deixar transparecer que estava louco para ir embora, afinal já era quase seis horas da tarde. Imediatamente reclamei de forma polida e entre sorrisos que a culpa era deles mesmos, afinal não tinham me apanhado no horário marcado e que inclusive eu já estava perdendo um compromisso (eu estava em Chapecó e ainda tinha que voltar para Nonoai, minha terrinha, para uma formatura às 19h...). Ele percebeu minha ira mal disfarçada e rapidamente começou a se desculpar. Foi aí que ele podia ter ficado calado. Impressionante como as pessoas perdem ótimas oportunidades em calarem suas boquinhas. Vou transcrever o diálogo tal e qual porque foi muito divertido (para mim), no final das contas:
- Pois é dona Cláudia, nos desculpe. Mas sabe como é, a motorista é nova na empresa, começou a pouco.
- Não, tudo bem , só estou falando pra não acontecer da próxima vez. Mas tudo bem, acontece.
Nesse momento ele deveria ter dito um "da próxima vez não ocorrerá atrasos, peço desculpas novamente" e tudo estaria bem. Mas não. Eis que a criatura me vem com essa:
- E também sabe como é, mulher no volante, nesse trânsito, só pode atrasar.
Eu não aguentei. Olhei bem pra ele, com um sorriso do tipo "vc tá de brincadeira comigo eu vou te esganar", ele já vermelho, procurando um buraco pra se esconder ou a porta mais próxima no caso de precisar sair correndo, e gentilmente pronunciei calmamente mas sem antes rir muito:
- Eu sou mulher, dirijo muito bem obrigado e não costumo me atrasar no trânsito.
Ele não sabia o que fazer, tentou consertar com um "eu não quis dizer você, mas ela..." e foi por ai afora, piorando aindo mais o que ele já tinha dito.
No fim, fiquei com pena do pobre rapaz, mas me diverti muito com a cara de pavor dele, que pra compensar todas as gafes e frases impróprias do dia deu um jeito de agilizar o pagamento do serviço e ainda me deu um desconto como cortesia, encerrando o episódio com um feliz natal e desaparecendo da minha frente. O que fez de modo acertado, porque para completar toda a cena, a máquina do cartão de crédito resolveu dar pau justamente na minha vez, o que me fez sentir um tremendo arrependimento de não ter de fato esganando ele.
Mas é natal, a moça do caixa era bem simpática e ainda parcelou em quatro vezes sem juros o que deveria ser pago de uma vez só, e todos saimos felizes e satifeitos e com votos de feliz natal e próspero ano novo, afinal o "espírito natalino" está em todos os lugares, até mesmo nas compensações oferecidas a consumidores furiosos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Acho que não vai dar pé

Não sei se o negócio ali ao lado vai durar. Confesso que no impulso entrei em mais uma ferramenta da rede, mas sabe que não é o mesmo que escrever aqui no meu blog? Nunca fui de detalhar minha vida nem pro meu travesseiro, que dirá ter paciência (e vontade) de ficar alimentando algo do tipo.
E prá ficar seguindo celebridades e pessoas da tv (que é o que mais tem) já me basta de vez em quando ter que vê-los e ouvi-los na tv. Fico com minha blogesfera e meus textos livres, sem nenhuma limitação, seja para mais ou para menos caracteres.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fato

Mulheres tendem a complicar situações basicamente descomplicadas, só para ter o gostinho do drama, imaginar a música de fundo e visualizar o the end estampado na tela.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acontece lá em casa

Maridão chegando em casa:
- Tô morto de fome...
- O que tu achas de um sanduba com pão tostado, presunto, queijo, tomate e alface com molho de mostarda?
- Quais são minhas opções?
- Sim ou não.
- Dá prá colocar três fatias de pão, pelo menos?
Risos e um sanduba no capricho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O barco

Em um barco à deriva. Que há muito navega conforme o vento. Um dia já sentou no convés, só apreciando a paisagem, daquelas janelinhas redondas como nos desenhos animados.
E de repente, "não mais que de repente", veio uma tormenta.
E a quem cabia o leme só se escutou um salve-se quem puder.
E viu-se correndo, içando velas, dando ordens, aos gritos, às súplicas, às vezes de joelhos, outras dedo em riste.
Até que cansada, resolveu atirar-se em um mar salgado, talvez em razão das lágrimas que já chorou poderem igualar-se a um oceano. Nadou, nadou, nadou. Continua nadando, às vezes boiando. Recorda-se do nome do barco todos os dias, convive com os tripulantes que estão também à deriva agarrando-se a ela, volta e meia, em busca de uma tábua de salvação ou um bote salva-vidas. De vez em quando retorna à bordo, com ventos favoráveis, para em seguida lançar-se ao mar para continuar boiando, esperando a bonança novamente para enfim estarem todos a bordo, mesmo que por um breve período. Afinal o barco família não se abandona nunca.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sexo Frágil

Ontem voltando de Chapecó estourei um pneu do carro. Antes explico para aqueles que não me conhecem pessoalmente que Chapecó é uma cidade em SC, um pouco maior que minha cidade natal, Nonoai no RS. Todo santo dia eu me desloco até lá, uma viagenzinha de 40 min de carro ou de uma hora se eu for de ônibus.
Pois bem, fazia só alguns minutos que eu havia entrado na rodovia, muito mal conservada por sinal, quando escuto um barulho indefectível de pneu furando, explodindo para ser mais exata. Pânico total. Não pelo pneu em si e toda a situação de que não, eu não sei trocar um pneu (e se existir realmente uma mulher capacitada para tal façanha que se apresente). O medo bateu em ter que ficar nas margens de uma rodovia, sozinha, com o sinal do celular oscilando e rezando ora para alguém parar, ora para não parar, porque vai que é um assassino, um estuprador, sequestrador ou algo do tipo?
Meu celular resolveu funcionar, mas só discava para um número: o do meu pai, graças a Deus. Ele mora em Chapecó e foi me salvar. Essa parte foi engraçada e até inexplicável. Tentei ligar pro seguro, pra minha mãe e pro meu marido, só prá avisar, mas nenhuma das ligações conseguia completar. O único que chamou foi meu pai e ele prontamente foi em meu socorro.
No fim, quando ele chegou onde eu me encontrava, um casal muito simpático com uma criança (uma mulher e uma criança: forte indício de segurança, sei que pode falhar, mas pelo menos fiquei mais tranquila)já estava me ajudando, o moço prontamente trocou meu pneu (que ficou destruído e inutilizável) e eu pude seguir viagem.
Se eu algum dia vou aprender a trocar pneu? Não sei, fiquei assistindo e não é tão difícil, mas rezar eu já sei e tenho certeza que o cara lá de cima me atende. E meu pai também.

P.s: De uns cinquenta carros mais ou menos que passaram enquanto eu estava parada, apenas aquele, do casal, parou. O povinho sem compaixão! Ou será que seria medo também? Porque pensando bem, eu nunca paro...mas esse é assunto para outro post...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Do que acontece

A inconstância perturba. Ou seria a constante dissimulada que lhe aflige a consciência? É como olhar-se no espelho e descobrir o que há muito tenta esconder. Lidar com várias perspectivas e expectativas também pode ser uma forma de fuga. De si mesma, do que não alcança, do que não atinge. Altos e baixos. Nó na cabeça. E hoje é só terça-feira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

domingo, 22 de novembro de 2009

O vício

Respira as linhas que deixa para trás, em uma necessidade compulsória de absorver cada letra, cada vírgula e cada significado de tudo o que lhe diz e lhe faz sonhar e reviver o que já não esquece mais. Livre de qualquer tipo de vício mais clichê, descobre nas letras e nas páginas e nas histórias o único que lhe aflige e ao mesmo tempo consola, porque o vício é isso, a ansiedade e a compulsão, seguidas pelo alívio e um suspiro após cada capítulo terminado, cada página virada, cada história impregnada na memória. Por hora segue com a muleta de que ainda está amadurecendo, procurando a ideia exata, o ensaio perfeito, o personagem ideal. Imagina-se entrando na vida de muitos, invadindo a solidão de vários, preenchendo o tempo livre de milhares e dando um pouquinho do que sente para todos no formato daqueles que invariavelmente, em qualquer tempo e qualquer lugar, sempre estão a seu lado: os livros. Segue sonhando e alimentando o vício.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Casamento

Para os que acreditam que casar é coisa do passado, fatos que contradizem essa versão: quatro casais de amigos casarão entre novembro e abril do ano que vem, sendo que em dois eu e o maridão seremos padrinhos! Eu já casei e aconselho aqueles que ainda estão em dúvida: casar é bom e se você encontrou alguém que ama, que é bacana, companheiro e engraçado, já tem o mínimo necessário para um casamento engrenar. E não precisa ser de papel passado e tudo o mais, o que vale é a intenção do comprometimento.

Voltando

Em um sopro
Pelo cheiro e com um beijo
Me desfaço e me perco.
Mas te reencontro, pra me tirar do meu ponto
E me esquecer do que não ouso.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Meu Bonner

Mulheres do Brasil! Quem nunca se pegou pensando em ter um Willian Bonner em casa? Pois eu tenho, e o meu é loiro e de olhos azuis! Ontem assisti no GNT à Marilia Gabriela Entrevista, com o Bonner, aquele pedaço de mau caminho. Gente, o cara além de lindo, é O CARA, como diaria o Obama. Caxias assumido, bom pai e bom marido, responsável e comprometido, segundo palavras do próprio. Aí que enquanto escutava ele falando, fiquei com a impressão de que estava escutando outra pessoa falar, mas não era ele...céus! Me dei conta de que se colocasse um par de olhos azuis e um cabelo loirinho, quem era, quem era?? O maridão!!!Me dei conta que o meu querido também é super caxias, desses que a gente se orgulha sabe, é um cara super responsável e comprometido (com o trabalho, com a família, com os amigos, enfim, com tudo que faz e com quem vive)e além de tudo mega responsável. Teve um outro momento em que identifiquei meu amor com o Bonner: foi quando ele falou em respeito. Na verdade ele estava falando em respeito e comprometimento. Que tudo que ele faz é baseado nessas duas palavrinhas básicas. É comprometido com a família, o trabalho e tudo o que fizer, pois deve a eles respeito, sendo que uma coisa não pode ser dissociada da outra. Ele mencionou, também, que quando casou com a Fátima ele disse que a faria feliz, um comprometimento que ele segue até hoje, em respeito à família e sua amada. Não é fantástico? Pois bem, senhoras e senhores, complementando inclusive o post anterior (sobre o meu jardim e tudo o mais) eu tenho meu próprio Bonner em casa, que assim como o da telinha um dia se comprometeu em me fazer feliz (e eu à ele) e que com certeza vem cumprindo e respeitando essa promessa. Ah, que as lagartas me perdoem...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A grama do vizinho

É incrível a capacidade do ser humano de reinventar-se. Às vezes é assustador também. O reinventar-se é necessário, ainda mais quando há insatisfação. Mas quando vira doença, neurose, ligo o sinal de alerta e fico só observando quem está passando por esse tipo de transformação. Quem me conhece sabe que se minha vida fosse colocada em um gráfico, seria determinada por uma constante. Chatice? Mesmice? Rotina? Padronização ou conformismo? Nananinanão. Segurança, meus caros, estabilidade. De todos os tipos, prá quem quer saber. Emocional principalmente. E a certeza de que a minha grama é verde, viu? E foi plantada, e não comprada em uma loja de paisagismo. Para as lagartas que ainda precisam virar borboletas, minha boa sorte. Eu já tenho um jardim para voar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Do que acontece

Feliz, ansiosa, cansada, excitada, realizada, estressada, entre tantos outros adjetivos. Um caldeirão de sentimentos e estados de espírito. Na expectativa, na batalha, nos livros, nas aulas, nos sonhos, nos pesadelos, nos planos, na espera, na certeza. Com o tempo curto, mas bem aproveitado. Transbordando de tudo e de todos, de si mesma e ainda do que está por vir. Não pensa mais em bobagens, a cabeça anda cheia e o coração no compasso de uma boa melodia. Acredita. Espera e confia. Amém.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Control c + control v

Dia desses fiquei chocada com um post da Cíntia do blog Pensamentos Insanos, em que ela contava a cara de pau de alguns blogs que simplesmente copiaram vários textos dela. Hoje experimentei a mesma sensação. Não foi em um blog, mas em um site de relacionamentos, em que uma pequena fração de um texto meu estava "copiado" sem qualquer referência ao autor. Vou contar que é chato, irritante até, porque mesmo que seja uma frase só, é minha! Eu criei! Porque somente os grandes autores merecem o crédito? Fiquei lisonjeada mas ao mesmo tempo p...da vida, porque , poxa, dá o crédito!! Pode copiar à vontade, se gostou, fico hiper feliz com quem lê meu blog, mas dá pra citar a fonte, não dá? Só quem escreve e publica o que escreve entende o que estou falando. Pode até ser que a pessoa nem se deu conta, gostou da frase, se identificou. Mas mesmo assim, fica o recado: dê o crédito, é bacana e de bom tom.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Guerra dos sexos

Você chega na academia e tem um tiozinho na esteira. Ele já está ali, naquele trote de 3,5 ou 4,0 km/h há pelo menos uns 20 minutos. Você faz todo o treino e ele continua ali, andando, quase se arrastando. Você sobe na esteira ao lado, aquece por uns 5 min e começa a correr. Nada demais, mas corre. Imediatamente a criatura ao lado aumenta a velocidade, sem contudo desprender as mãos do apoio da esteira. E tenta correr. Digo tenta porque a cena é hilária, pra não dizer outra coisa.
Você corre por uns 20 min, tranquila, lépida e faceira e o seu colega ao lado, esbaforido e com a lingua prá fora igual a um cachorro, agarrado com as duas mãos na esteira, não desiste. Você começa a diminuir a velocidade, desce tranquilamente da esteira, alonga e começa a se prepar para ir embora. O tiozinho volta a sua velocidade de origem, sentindo-se vitorioso. Você vai embora e ri, ri muito. Homens são engraçados.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Dando notícias

Minha amiga virtual Bípede clamou por algumas palavras. Mas a coisa anda feia, apertada. Sabe querida Bípede, aquela coisa chamada edital? Pois é, ele está chegando, se aproximando, sem dó nem piedade e eu aqui, entre livros, leis e uma ansiedade louca. Escrever até tenho vontade, quase uma necessidade. Mas geralmente a mente rodopia e fica efervescente no momento em que coloco a cabeça no travesseiro ou enquanto dirijo sozinha com meus pensamentos. E quando vejo o dia passou, a noite chegou, os livros me sugaram e o meu note ficou esquecido, sem nem ao menos ter sido ligado, bem como meu querido blog. Viajei por uma semaninha, foi bom pra espairecer, mas agora a rotina voltou com tudo. Prazos e mais prazos. Mas ainda me resta mais uma semana em que esquecerei do mundo: férias com o maridão.
Até lá, me dedico aos estudos, espero que em breve com uma data derradeira, para ver se aplaco a ansiedade.
Hasta la vista, baby.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Simpatia

Simpatia em excesso me assusta. Ultimamente há pessoas que insistem em sorrir, até mesmo em velório. E é aquele sorriso forçado, de quem tenta ser educado, mas só consegue ser inconveniente. E o beijinho no rosto? Brasileiro adora isso, mas perde a noção. É beijinho em todo mundo, independente do lugar e da pessoa, bem como do grau de intimidade. Beijinho prá mim é em pai e mãe, irmão, marido, namorado e amigo que você conhece há pelo menos mais de um ano (aqui estou sendo mais flexível, mas confesso que só gosto mesmo de distribuir pros mais chegados, aqueles que contamos nos dedos). Beijinho em quem não conhecemos ou não nos sentimos próximos é como fofoca: inconveniente e deselegante.
Aos beijoqueiros de plantão, aí vai: estenda a mão, dê um sorriso (verdadeiro) e está tudo muito bem. A pessoa entendeu o seu recado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tempo

Quanto tempo para perceber que você mudou? Anos, dias, horas. O tempo é inevitável, as mudanças são essenciais. Mas às vezes não nos reconhecemos. Ou será que apenas não nos percebemos? Quanto tempo para dizer o que realmente pensa. Quanto tempo para sentir o que realmente sente. Será isso a dita experiência? A maturidade? Mas quem nos garante que teremos tempo? E será ele suficiente? O que você deixa para depois, será feito no exato momento? Ou ele já terá passado e você, nem notado. Qual é o seu tempo? Quando estaremos prontos, quando o dia chegará, quando irá parar de fazer planos? Às vezes acho que vivemos em um eterno adiar. Adiamos sonhos por que não estamos prontos, ou nos falta grana, ou nos falta tempo. Adiamos um projeto porque está inacabado, imperfeito. Adiamos um carinho por que pode ser amanhã, uma palavra de conforto porque não estamos de bom humor. Uma gentileza porque nos falta paciência.
O que nos falta é olhar para dentro e sentir o que queremos nesse exato momento, no hoje. O problema é que nos falta tempo. Esse eterno tirano.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso do peso

O susto veio com uma velha companheira, de quando ainda beirava os 15, e entrava com facilidade em qualquer 38. Aposentá-la? Nem pensar, não me entrego assim tão fácil. Números só me assustam se depender deles para passar em alguma coisa, matemática nunca foi meu forte. Nesse caso a matemática é simples: consumir menos e gastar mais. Ao mesmo tempo irei consumir menos e gastar menos, o cartão de crédito agradece e o espelho também. É o castigo que vem à galope: quem mandou perder o controle?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sandices de família

Descobri que não só sou muito parecida com o meu pai, como também dividimos os mesmos pensamentos insanos. Em uma revelação minha acerca de um pensamento (ou seria sentimento?) que me atormenta desde que me conheço por gente, ele me confidenciou que sente/pensa o mesmo, mas que nunca tinha tido a coragem de expressá-lo. Foi engraçado, ele se sentiu aliviado e eu menos sozinha na minha sandice. Aprendi ontem que às vezes dividir pode tranformar-se num multiplicar. Deixamos de ser loucos quando não somos únicos; nem normais demais quando juntos. Sabe a história das testemunhas, de não sermos nós de verdade? Ás vezes precisamos é de cúmplices, e não de testemunhas. Sandices de família...

sábado, 25 de abril de 2009

Sem testemunhas

Hoje, lendo Divã de Martha Medeiros, encontrei uma frase que me fez pensar bastante: "nunca somos nós mesmos na presença de testemunhas". Parece ser bastante verdadeira essa afirmação. Realmente estamos sempre prontos a nos escondermos, seja por vergonha, medo, imposições da dita sociedade, por amor ou por ódio, por desconfiança ou excesso dela. O que realmente somos e queremos, lá no fundinho, acho que acaba sempre sendo uma incógnita para nós mesmos. Aceitar sentimentos, defeitos e desejos que nem sempre nos parecem acertados, nos faz agir muitas vezes de forma extremamente cautelosa quando na presença de outras pessoas. Assim, por medo de deixarmos escapar, para nós mesmos, aquilo que não aceitamos e que evidentemente, não queremos dividir com mais ninguém, sufocamos emoções, condutas, extravasamentos necessários, sandices temporárias e todo o tipo de sentimentos que só querem vir a tona, e só. Dividir. Eis palavrinha difícil de se por em prática. Dividir sentimentos, sonhos, ideias, desejos. E se não forem compreendidos e aceitos? E se forem rechaçados, ridicularizados, tolhidos? E eis que vem o medo. E a resignação. E encobrimos tudo, aceitamos não aceitá-los. Mas até quando?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um pouco de realidade e muito de sonhos

Um e-mail confirmando que sim, o capítulo está bom. E sim, já aguarda pelo segundo. O alívio instantâneo em razão do aglomerado de páginas prontas, que parecem vivas, quase como um filho gerado, deve ser imediatamente esquecido (até a correção final), pois mais algumas páginas precisam ser escritas, refletidas, corrigidas, amadurecidas. Ainda se fosse um romance, vá lá, mas o emaranhado de direitos e garantias constitucionais, os tais acesso à justiça e dignidade da pessoa humana já não produzem os mesmos suspiros quando do início da faculdade, nem mesmo no final da última pós-graduação. Hoje a realidade nua e crua mostra, sem piedade, que esses direitos às vezes são, infelizmente, meras palavras. Bonitas, sim. Mas às vezes tão irreais quanto uma boa ficção. Essa sim, ainda será escrita. Pelo menos sonha com isso. Enquanto não resta energia nem mesmo inspiração para tanto, espera da forma mais real e iminente por um certo edital, de um certo concurso, que a ronda desde a já comentada faculdade. Talvez o meio que encontrou para efetivar aqueles direitos comentados e que por tantas vezes desacreditados no vazio das promessas do idelizado Estado Democrático de Direito.
Para por aqui. Lembra que ainda não revisou o novo acordo ortográfico e fica em dúvida quanto aos acentos e outras regras existentes. Voltando a vida real, agradece por este meio através do qual vos fala e desopila. Sempre sem cerimônias.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nostalgia

Amigos de infância, um bom papo com chimarrão e no fim do dia escutar uma daquelas musiquinhas que tocavam nas festinhas de garagem. Para a nostalgia, tudo é válido e perfeito e ela instala-se assim, em plena segunda-feira.
A noção de que o tempo passa, realmente, dá as caras de vez em quando. E dói, e faz chorar, e faz lembrar, mas ainda assim alegra. Por tudo que já passou, que já se aproveitou. Mas que passou. E ainda tudo que irá passar. Mas algumas coisas ficam. Outras ainda vão e voltam. E isso conforta. Energiza.
O tempo faz parte. A vida não seria tão perfeita se não pudéssemos esquecer, escolher, viver e reviver.
Ainda bem que o tempo passa e a memória não esquece.

terça-feira, 31 de março de 2009

Natureza feminina

Nós mulheres, somo bichos imprevisíveis. E às vezes insuportáveis. Ainda mais quando reunidas em um grande grupo, em que todas falam ao mesmo tempo e sentem-se tão íntimas umas das outras que acabam perdendo a noção do perigo.
Mulheres adoram dar colo, confortar e ser o ombro amigo mais próximo. Desde que não se encontre de TPM, que o cabelo não esteja o óh e que dor de cotovelo seja coisa de outros tempos. Somos egoístas quando queremos. Além de egoístas, más. Aquela maldade velada, dissimulada, que só uma mulher, do alto do seu salto 10, é capaz de praticar sem nem ao menos ser notada, a não ser que tenha outra da mesma espécie ao redor. Somos leais, sim, mas ai de quem pisar em nossos calos ou mexer com um dos nossos.
Gostamos de um afago, de um quê de romantismo. Mas homens que precisam de mais colo do que nós mesmas e que confundem a parceira com a mãe, sai de perto que é encrenca na certa.
Somos amorosas, carinhosas, compreensivas e sensíveis. Fortes, briguentas, possessivas e ciumentas.
Nos viramos em mais de cinco se preciso for, conseguimos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, sentir todos os sentimentos ao longo de trinta minutos, enxugar as lágrimas e engolir a raiva, para pronunciar um despretensioso bom dia, pelo simples motivo de que chorando não nos mostramos para ninguém que não nos conheça há pelo menos alguns anos.
Somos amigas, amantes, mães, crianças, molecas, prendadas, nulidades no quesito lar doce lar, mas somos, acima de tudo, mulheres.
Para nos entender, somente outra, bem parecida conosco. Que sabe o que é sentir várias coisas ao mesmo tempo, falar e escutar ao mesmo tempo entre pelo menos mais duas mulheres, cozinhar enquanto fala ao telefone, administrar a casa, o trabalho, os filhos,o marido, o cachorro, sem contar a empregada, quando possível, sem nem ao menos perder o rebolado.
Somos assim, simples e complicadas. A mais perfeita sintonia entre o caos e a paz absoluta, o quente e o frio, a tristeza e a alegria, o amor e o ódio, o ser e o dever ser. Enfim, mulheres.

domingo, 15 de março de 2009

De novo o amor

Depois de um ano do dia em que dissemos "sim, eu aceito", continuo a dizer todos os dias: sim, eu aceito. Aceito o amor, as alegrias, os medos. Aceito os encontros, os desencontros, a euforia, o encantamento. Aceito as palavras, as ditas e as não ditas. Os sustos, as brigas, todas as pazes que fazemos. Aceito o querer bem, o distanciar-se, o querer perto. O estar longe, porém presente. Aceito as virtudes, as manias, as maluquices e sandices. Minhas, tuas, nossas já. Porque o que sou, é o que você é. Em mim te procuro e me encontro. Em você também estou. Em mim mesma, em você, em nós, tudo o que somos, o que queremos, o que sonhamos. Sim, eu aceito. Sim, eu quero. Sim, eu amo. Todos os dias, todas as horas, todo o tempo. Desde sempre e para sempre. Não como nos contos de fadas, nem como em novela das oito. Mas aceito nessa vida nua e crua. Que pulsa, que vibra, que agita e nos completa. Sim, eu aceito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A vida que passa

Ver o mundo passar,
Girar, surpreender
E às vezes não se reconhecer.

O que se espera para viver
Pode passar sem tempo para se ver
Que o mundo não para e a vida passa.

O que fica é o que se guarda
Se cultiva e se perpetua
Sem medo, sem arrependimentos
Mesmo que apenas na memória.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tudo de novo

Março já chega atropelando, parece já haver passado um mês desde o fim das férias, quando na verdade foram 3 dias.
Sem muito tempo para pensar, deposita energias no trabalho, estudos, monografia e todo o resto que vem junto com o ano que inicia.
Pode ser que fique sumida, em recesso por um certo período. Tudo vai depender do grau de necessidade para desopilar da realidade que agita, grita e faz com que os dias sejam quase que automáticos, vividos na correria.
Pede desculpas aqueles que por aqui passam e nada encontram. Promete se esforçar, sem descuidar do objetivo principal do blog que aqui se encontra: parar, escrever, rever e desopilar.
Agora corre, porque o relógio continua, o tic-tac a persegue, como o coelho da Alice: Está atrasada, está atrasada, está atrasada... Mais um ano que se inicia.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Para dar notícias

Para aqueles que já andam se perguntando por onde andará a dona deste blog, esclareço que a mesma adentrou de maneira efetiva no mundo da labuta diária: trabalhar, trabalhar, trabalhar. Esse foi o verbo que imperou no último mês que passou, sendo que irá persistir até a próxima quinta-feira, quando "férias, sombra e água fresca" irão entrar em ação, pelo menos por uma semana...
Espero voltar com gás total e energias revigoradas, afinal, o ano começa MESMO em março...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Raízes

O que te faz criar
Raízes
Tua terra?
Teu chão?
Os teus?
Não as cria
Elas já existem
Querendo ou não
Elas te prendem
Te alimentam
Te fazem ser quem tu és
Te fazem crer que és.
Arrancá-las
Impossível.
Apara os galhos que te incomodam
E vive a vida que é tua.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Libertar

Corre para aliviar o peso
Do corpo
Da cabeça
Dos passos.
Sempre sonhou
Mas nunca tentou.
Agora descobre
Antes tarde do que nunca
Mesmo que Deus
Não tenha dado asas
Deu pernas
E estas correm
Libertam.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Às avessas

Tenta escrever mas não consegue. Anda assim, meio sem inspiração. Apenas para se justificar, deixa algumas linhas falarem o que não consegue. Ler tem sido o remédio, ou a solução? Aguarda pela luz, para voltar a normalidade. Vai ver a culpa é de um certo Erico Veríssimo e sua saga de sete livros que ela insiste e não se cansa de ler e reler...Sem falar nos famigerados editais, que insistem em não aparecer. E assim ela segue, navegando, sem rumo muito certo, mas com a água sempre a bater quase no pescoço. Sabe onde está o farol, só precisa enxergá-lo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sempre os livros

Uma brincadeira da Marie. Passo a tarefa para quem se interessar.

1. Livro que marcou sua infância: Lia muito os livros da coleção "Vaga-Lume", o que mais me recordo de ter sido devorado, foi "O escaravelho do diabo".
2. Livro que marcou sua adolescência:Nossa...foram muitos... "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Marques; "Olhai os lírios do campo" e "O tempo e o vento" do Erico Veríssimo, "O livro dos Abraços" do Eduardo Galeano; "Dom Casmurro" Machado de Assis, "Casa dos espíritos" Isabel Allende, esses vieram imediatamente, mas se for parar para pensar são muitos!
3. Autor que mais admira:Erico Veríssimo.
4. Autor contemporâneo: Gabriel Garcia Marques, Eduardo Galeano.
5. Leu e não gostou: Terras do sem fim, do Jorge Amado.
6. Lê e relê: "O tempo e o vento" Erico Veríssimo, "O rio do meio" Lya Luft, "O livro dos abraços" Galeano,
7. Mania: Comprar livros pela capa, ter que sentir a textura das folhas e o cheiro, procurar livros pela espessura: quanto maior, melhor.
8. Livros que quer ler: "Crime e castigo", "Memórias de minhas putas tristes","Ler, viver e amar em Los Angeles" e qualquer um que caia na minha mão...