quarta-feira, 13 de maio de 2009

Simpatia

Simpatia em excesso me assusta. Ultimamente há pessoas que insistem em sorrir, até mesmo em velório. E é aquele sorriso forçado, de quem tenta ser educado, mas só consegue ser inconveniente. E o beijinho no rosto? Brasileiro adora isso, mas perde a noção. É beijinho em todo mundo, independente do lugar e da pessoa, bem como do grau de intimidade. Beijinho prá mim é em pai e mãe, irmão, marido, namorado e amigo que você conhece há pelo menos mais de um ano (aqui estou sendo mais flexível, mas confesso que só gosto mesmo de distribuir pros mais chegados, aqueles que contamos nos dedos). Beijinho em quem não conhecemos ou não nos sentimos próximos é como fofoca: inconveniente e deselegante.
Aos beijoqueiros de plantão, aí vai: estenda a mão, dê um sorriso (verdadeiro) e está tudo muito bem. A pessoa entendeu o seu recado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tempo

Quanto tempo para perceber que você mudou? Anos, dias, horas. O tempo é inevitável, as mudanças são essenciais. Mas às vezes não nos reconhecemos. Ou será que apenas não nos percebemos? Quanto tempo para dizer o que realmente pensa. Quanto tempo para sentir o que realmente sente. Será isso a dita experiência? A maturidade? Mas quem nos garante que teremos tempo? E será ele suficiente? O que você deixa para depois, será feito no exato momento? Ou ele já terá passado e você, nem notado. Qual é o seu tempo? Quando estaremos prontos, quando o dia chegará, quando irá parar de fazer planos? Às vezes acho que vivemos em um eterno adiar. Adiamos sonhos por que não estamos prontos, ou nos falta grana, ou nos falta tempo. Adiamos um projeto porque está inacabado, imperfeito. Adiamos um carinho por que pode ser amanhã, uma palavra de conforto porque não estamos de bom humor. Uma gentileza porque nos falta paciência.
O que nos falta é olhar para dentro e sentir o que queremos nesse exato momento, no hoje. O problema é que nos falta tempo. Esse eterno tirano.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso do peso

O susto veio com uma velha companheira, de quando ainda beirava os 15, e entrava com facilidade em qualquer 38. Aposentá-la? Nem pensar, não me entrego assim tão fácil. Números só me assustam se depender deles para passar em alguma coisa, matemática nunca foi meu forte. Nesse caso a matemática é simples: consumir menos e gastar mais. Ao mesmo tempo irei consumir menos e gastar menos, o cartão de crédito agradece e o espelho também. É o castigo que vem à galope: quem mandou perder o controle?