terça-feira, 31 de março de 2009

Natureza feminina

Nós mulheres, somo bichos imprevisíveis. E às vezes insuportáveis. Ainda mais quando reunidas em um grande grupo, em que todas falam ao mesmo tempo e sentem-se tão íntimas umas das outras que acabam perdendo a noção do perigo.
Mulheres adoram dar colo, confortar e ser o ombro amigo mais próximo. Desde que não se encontre de TPM, que o cabelo não esteja o óh e que dor de cotovelo seja coisa de outros tempos. Somos egoístas quando queremos. Além de egoístas, más. Aquela maldade velada, dissimulada, que só uma mulher, do alto do seu salto 10, é capaz de praticar sem nem ao menos ser notada, a não ser que tenha outra da mesma espécie ao redor. Somos leais, sim, mas ai de quem pisar em nossos calos ou mexer com um dos nossos.
Gostamos de um afago, de um quê de romantismo. Mas homens que precisam de mais colo do que nós mesmas e que confundem a parceira com a mãe, sai de perto que é encrenca na certa.
Somos amorosas, carinhosas, compreensivas e sensíveis. Fortes, briguentas, possessivas e ciumentas.
Nos viramos em mais de cinco se preciso for, conseguimos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, sentir todos os sentimentos ao longo de trinta minutos, enxugar as lágrimas e engolir a raiva, para pronunciar um despretensioso bom dia, pelo simples motivo de que chorando não nos mostramos para ninguém que não nos conheça há pelo menos alguns anos.
Somos amigas, amantes, mães, crianças, molecas, prendadas, nulidades no quesito lar doce lar, mas somos, acima de tudo, mulheres.
Para nos entender, somente outra, bem parecida conosco. Que sabe o que é sentir várias coisas ao mesmo tempo, falar e escutar ao mesmo tempo entre pelo menos mais duas mulheres, cozinhar enquanto fala ao telefone, administrar a casa, o trabalho, os filhos,o marido, o cachorro, sem contar a empregada, quando possível, sem nem ao menos perder o rebolado.
Somos assim, simples e complicadas. A mais perfeita sintonia entre o caos e a paz absoluta, o quente e o frio, a tristeza e a alegria, o amor e o ódio, o ser e o dever ser. Enfim, mulheres.

domingo, 15 de março de 2009

De novo o amor

Depois de um ano do dia em que dissemos "sim, eu aceito", continuo a dizer todos os dias: sim, eu aceito. Aceito o amor, as alegrias, os medos. Aceito os encontros, os desencontros, a euforia, o encantamento. Aceito as palavras, as ditas e as não ditas. Os sustos, as brigas, todas as pazes que fazemos. Aceito o querer bem, o distanciar-se, o querer perto. O estar longe, porém presente. Aceito as virtudes, as manias, as maluquices e sandices. Minhas, tuas, nossas já. Porque o que sou, é o que você é. Em mim te procuro e me encontro. Em você também estou. Em mim mesma, em você, em nós, tudo o que somos, o que queremos, o que sonhamos. Sim, eu aceito. Sim, eu quero. Sim, eu amo. Todos os dias, todas as horas, todo o tempo. Desde sempre e para sempre. Não como nos contos de fadas, nem como em novela das oito. Mas aceito nessa vida nua e crua. Que pulsa, que vibra, que agita e nos completa. Sim, eu aceito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A vida que passa

Ver o mundo passar,
Girar, surpreender
E às vezes não se reconhecer.

O que se espera para viver
Pode passar sem tempo para se ver
Que o mundo não para e a vida passa.

O que fica é o que se guarda
Se cultiva e se perpetua
Sem medo, sem arrependimentos
Mesmo que apenas na memória.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tudo de novo

Março já chega atropelando, parece já haver passado um mês desde o fim das férias, quando na verdade foram 3 dias.
Sem muito tempo para pensar, deposita energias no trabalho, estudos, monografia e todo o resto que vem junto com o ano que inicia.
Pode ser que fique sumida, em recesso por um certo período. Tudo vai depender do grau de necessidade para desopilar da realidade que agita, grita e faz com que os dias sejam quase que automáticos, vividos na correria.
Pede desculpas aqueles que por aqui passam e nada encontram. Promete se esforçar, sem descuidar do objetivo principal do blog que aqui se encontra: parar, escrever, rever e desopilar.
Agora corre, porque o relógio continua, o tic-tac a persegue, como o coelho da Alice: Está atrasada, está atrasada, está atrasada... Mais um ano que se inicia.