segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Ano novo

Resolução máxima para 2010: faxina geral!!
Um feliz ano novo para todos, que 2010 seja ainda melhor que 2009.
Amanhã me desligo da rede para voltar só no ano que vem!!
Fui:)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Porque o amor sara

Surpresa
Não se reconheceu no primeiro ato
Diante do fato que ainda é calado
Velado em expectativa deslumbrante
Aguarda como se fosse já sua
Parte pequena em um mundo de encanto
Em que o amor não permite mais pranto.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Então é natal

Essa aconteceu comigo ontem.
Deixei o carro do meu irmão na concessionária para uma revisão. Marcaram um horário para me buscar quando o carro estivesse pronto. Após 45 minutos de atraso, pézinho batendo irritado e um compromisso quase já indo pelos ares, aparece a motorista do leva e traz, uma senhora muito simpática e falante. Pediu mil desculpas, tentou se explicar, mas a minha fúria estava nas alturas. Porque sou uma criatura muito calma e compreensiva, mas por favor NUNCA me deixe esperando sem uma ótima justificativa para o atraso.
Bom, contei até dez, afinal estamos em dezembro, eu estava carregada de compras de natal e o espírito natalino assoprava no meu ouvido que eu deveria relevar e deixar passar. Sorri simpática e emiti um sonoro "tudo bem, acontece não é?" e seguimos para a concessionária.
Chegando lá, o rapaz encarregado do meu atendimento me recepcionou, sem antes deixar transparecer que estava louco para ir embora, afinal já era quase seis horas da tarde. Imediatamente reclamei de forma polida e entre sorrisos que a culpa era deles mesmos, afinal não tinham me apanhado no horário marcado e que inclusive eu já estava perdendo um compromisso (eu estava em Chapecó e ainda tinha que voltar para Nonoai, minha terrinha, para uma formatura às 19h...). Ele percebeu minha ira mal disfarçada e rapidamente começou a se desculpar. Foi aí que ele podia ter ficado calado. Impressionante como as pessoas perdem ótimas oportunidades em calarem suas boquinhas. Vou transcrever o diálogo tal e qual porque foi muito divertido (para mim), no final das contas:
- Pois é dona Cláudia, nos desculpe. Mas sabe como é, a motorista é nova na empresa, começou a pouco.
- Não, tudo bem , só estou falando pra não acontecer da próxima vez. Mas tudo bem, acontece.
Nesse momento ele deveria ter dito um "da próxima vez não ocorrerá atrasos, peço desculpas novamente" e tudo estaria bem. Mas não. Eis que a criatura me vem com essa:
- E também sabe como é, mulher no volante, nesse trânsito, só pode atrasar.
Eu não aguentei. Olhei bem pra ele, com um sorriso do tipo "vc tá de brincadeira comigo eu vou te esganar", ele já vermelho, procurando um buraco pra se esconder ou a porta mais próxima no caso de precisar sair correndo, e gentilmente pronunciei calmamente mas sem antes rir muito:
- Eu sou mulher, dirijo muito bem obrigado e não costumo me atrasar no trânsito.
Ele não sabia o que fazer, tentou consertar com um "eu não quis dizer você, mas ela..." e foi por ai afora, piorando aindo mais o que ele já tinha dito.
No fim, fiquei com pena do pobre rapaz, mas me diverti muito com a cara de pavor dele, que pra compensar todas as gafes e frases impróprias do dia deu um jeito de agilizar o pagamento do serviço e ainda me deu um desconto como cortesia, encerrando o episódio com um feliz natal e desaparecendo da minha frente. O que fez de modo acertado, porque para completar toda a cena, a máquina do cartão de crédito resolveu dar pau justamente na minha vez, o que me fez sentir um tremendo arrependimento de não ter de fato esganando ele.
Mas é natal, a moça do caixa era bem simpática e ainda parcelou em quatro vezes sem juros o que deveria ser pago de uma vez só, e todos saimos felizes e satifeitos e com votos de feliz natal e próspero ano novo, afinal o "espírito natalino" está em todos os lugares, até mesmo nas compensações oferecidas a consumidores furiosos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Acho que não vai dar pé

Não sei se o negócio ali ao lado vai durar. Confesso que no impulso entrei em mais uma ferramenta da rede, mas sabe que não é o mesmo que escrever aqui no meu blog? Nunca fui de detalhar minha vida nem pro meu travesseiro, que dirá ter paciência (e vontade) de ficar alimentando algo do tipo.
E prá ficar seguindo celebridades e pessoas da tv (que é o que mais tem) já me basta de vez em quando ter que vê-los e ouvi-los na tv. Fico com minha blogesfera e meus textos livres, sem nenhuma limitação, seja para mais ou para menos caracteres.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fato

Mulheres tendem a complicar situações basicamente descomplicadas, só para ter o gostinho do drama, imaginar a música de fundo e visualizar o the end estampado na tela.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acontece lá em casa

Maridão chegando em casa:
- Tô morto de fome...
- O que tu achas de um sanduba com pão tostado, presunto, queijo, tomate e alface com molho de mostarda?
- Quais são minhas opções?
- Sim ou não.
- Dá prá colocar três fatias de pão, pelo menos?
Risos e um sanduba no capricho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O barco

Em um barco à deriva. Que há muito navega conforme o vento. Um dia já sentou no convés, só apreciando a paisagem, daquelas janelinhas redondas como nos desenhos animados.
E de repente, "não mais que de repente", veio uma tormenta.
E a quem cabia o leme só se escutou um salve-se quem puder.
E viu-se correndo, içando velas, dando ordens, aos gritos, às súplicas, às vezes de joelhos, outras dedo em riste.
Até que cansada, resolveu atirar-se em um mar salgado, talvez em razão das lágrimas que já chorou poderem igualar-se a um oceano. Nadou, nadou, nadou. Continua nadando, às vezes boiando. Recorda-se do nome do barco todos os dias, convive com os tripulantes que estão também à deriva agarrando-se a ela, volta e meia, em busca de uma tábua de salvação ou um bote salva-vidas. De vez em quando retorna à bordo, com ventos favoráveis, para em seguida lançar-se ao mar para continuar boiando, esperando a bonança novamente para enfim estarem todos a bordo, mesmo que por um breve período. Afinal o barco família não se abandona nunca.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sexo Frágil

Ontem voltando de Chapecó estourei um pneu do carro. Antes explico para aqueles que não me conhecem pessoalmente que Chapecó é uma cidade em SC, um pouco maior que minha cidade natal, Nonoai no RS. Todo santo dia eu me desloco até lá, uma viagenzinha de 40 min de carro ou de uma hora se eu for de ônibus.
Pois bem, fazia só alguns minutos que eu havia entrado na rodovia, muito mal conservada por sinal, quando escuto um barulho indefectível de pneu furando, explodindo para ser mais exata. Pânico total. Não pelo pneu em si e toda a situação de que não, eu não sei trocar um pneu (e se existir realmente uma mulher capacitada para tal façanha que se apresente). O medo bateu em ter que ficar nas margens de uma rodovia, sozinha, com o sinal do celular oscilando e rezando ora para alguém parar, ora para não parar, porque vai que é um assassino, um estuprador, sequestrador ou algo do tipo?
Meu celular resolveu funcionar, mas só discava para um número: o do meu pai, graças a Deus. Ele mora em Chapecó e foi me salvar. Essa parte foi engraçada e até inexplicável. Tentei ligar pro seguro, pra minha mãe e pro meu marido, só prá avisar, mas nenhuma das ligações conseguia completar. O único que chamou foi meu pai e ele prontamente foi em meu socorro.
No fim, quando ele chegou onde eu me encontrava, um casal muito simpático com uma criança (uma mulher e uma criança: forte indício de segurança, sei que pode falhar, mas pelo menos fiquei mais tranquila)já estava me ajudando, o moço prontamente trocou meu pneu (que ficou destruído e inutilizável) e eu pude seguir viagem.
Se eu algum dia vou aprender a trocar pneu? Não sei, fiquei assistindo e não é tão difícil, mas rezar eu já sei e tenho certeza que o cara lá de cima me atende. E meu pai também.

P.s: De uns cinquenta carros mais ou menos que passaram enquanto eu estava parada, apenas aquele, do casal, parou. O povinho sem compaixão! Ou será que seria medo também? Porque pensando bem, eu nunca paro...mas esse é assunto para outro post...