segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Mãe é mãe


Minha mãe chegou de viagem hoje pela manhã e fui buscá-la na rodoviária. Já estava com saudades desde ontem, mas depois da noite agitada que tive, sonhando que estava brigando muito com ela, o reencontro foi um misto de alegria e alívio, sabe aquela sensação de "ufa, foi só um sonho"?
Pois bem, desde que comecei a postar novamente, tudo que me agrada, incomoda ou me força a ter reflexões, ainda que matinais , vira um post.
Essa história com minha mãe me fez pensar um monte sobre a responsabilidade e a aventura que é ser mãe. Ou melhor, a entrega total e absoluta que é ser mãe.
O que mais me surpreendeu quando comecei a falar para ela que tinha sonhado que estávamos brigando, foi quando ela completou minha história, digamos que "adivinhando" exatamente porque eu estava brigando com ela nos meu delírios noturnos.
Ela não só me conhece como me compreende, mesmo que isso signifique ter plena consciência do que me irrita profundamente em sua pessoa. Sim, porque, por mais amor que você possa nutrir por aquela que te deu a vida, invariavelmente, como em qualquer relacionamento, existem as diferenças.
Porém, mesmo assim, mãe que é mãe simplesmente convive com essas diferenças, aceita como algo que complementa a relação e sempre consegue ver o lado bom dos conflitos.
A minha é uma criatura que simplesmente não existe. Às vezes acho que ela é de outro mundo. Seu coração é tão grande, sua paciência tão sábia, sua generosidade tão desmedida, que chego a ficar envergonhada quando fico remoendo pequenas mediocridades e mesquinharias de minha parte, quando fico alimentando meus pequenos conflitos e minhas diferenças.
Isso tudo me faz pensar se algum dia chegarei aos pés de minha amada mãezinha. Se vou conseguir amar alguém de forma tão pura, tão descabida, tão incondicional. Acho que só sendo mãe para saber e compreender tamanho sentimento.
Enquanto isso, sigo admirando e amando essa mulher que tanto me ensina, sem nada, absolutamente nada, pedir em troca.
E quando me transformo no ser mais egoísta e desprezível, penso em minha mãe, no seu sorriso e no amor incondicional que dispõe, sem cobranças, sem esperar por retribuições ou recompensas, sendo suficiente para ela saber que estou bem.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O velho e bom livro


Não tem muito tempo li a sinopse de um livro que conta a história de uma mulher solitária que busca refúgio para todos os seus dramas e suas frustações na leitura, no abrigo mais que perfeito de um bom livro. Além de ter ficado louca para ler o livro, comecei a pensar em todos os momentos em que de forma desesperadora somente um bom livro pode me salvar. A possibilidade de ficar no silêncio e na companhia de algumas páginas simplesmente me deixa em Nirvana (mesmo que não tenha idéia do que realmente seja este "estado", minha definição para ele é: ler um bom livro).
Livros, pelo que me lembro, me acompanham desde sempre. Ficar sozinha para mim nunca foi problema. Ao contrário, é um bom pretexto para tirar meus velhos amigos da estante (ou do criado mudo, da escrivaninha, da mesa de centro, de dentro da bolsa...eles estão em toda parte).
Esperar na recepção de um consultório, andar de ônibus ou simplesmente não ter nada para fazer num domingo chuvoso, nada disso me causa ansiedade ou desconforto. Tudo se resolve com um bom livro. Alguns podem até pensar que pode parecer um tanto quanto solitário, anti-social ou até mesmo antipático de minha parte.Mas acreditem, quando estou com um bom livro, nada disso me abala.
Aqueles que entendem a sintonia que pode existir entre uma pessoa e um livro sabem que é uma relação para a vida toda, em que se recebe muito mais do que meras palavras.
Quando identifico alguém assim, imediatamente essa pessoa figura na minha lista de favoritos e dos que empresto meus queridos (os livros) sem medo de serem maltratados.
O fato é que não consigo imaginar minha vida, minha casa ou qualquer gaveta sem um livro que possa ser lido (ou relido).
Voltando ao livro que gerou toda essa reflexão, tratata-se de "Ler, Viver e Amar em Los Angeles", de Jennifer Kaufman e Karen Mack , que ainda não li, mas mal posso esperar para tê-lo em minhas mãos, para mais uma jornada de imersão total em suas páginas, de silêncio total e absoluto e da certeza de que nunca se está sozinho se estiver com um bom livro.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Oi tudo bem?


Quantas vezes ao ser interpelado no início de uma conversa com um "oi tudo bem?" você realmente respondeu o que se passava? Espero que não muitas, ou pelo menos que tenha sido com as pessoas que realmente perguntaram porque queriam realmente saber a verdade. São poucas as criaturas que respondem com sinceridade, assim como invariavelmente são poucas as que realmente querem saber como você está. Acontece que a sintonia nem sempre é perfeita. Às vezes foi por mera educação e de repente você se vê na condição de analista ou ouvido de pinico, escutando todas as desgraças mais cabeludas que alguém pode ter pra contar. Ou, o que é mais incomum, você quer saber, está interessado, estava morrendo de vontade de conversar e o seu interlocutor, com uma polidez que beira a uma chatice retórica só solta um "bem e você?", passando a responsabilidade adiante. O que me irrita, e às vezes até preocupa, é a sintonia que acima mencionei. O problema não é falar ou não, ser somente educado ou verbalizar um monte de problemas. O que me incomoda é a falta de noção, às vezes até de sensibilidade, quando as pessoas interagem (ou tentam).É o colocar-se no lugar do outro, sentir o momento e saber até que ponto você deve ir (ou não).

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

O que te faz feliz?


Não faz muito me perguntaram se eu sou feliz. Prontamente respondi que sim. E continuo afirmando que sim. Mas por alguns momentos fiquei questionando e tentando elencar o que faz uma pessoa feliz. Partindo da minha própria concepção de felicidade, comecei minha listinha básica: família: a melhor que poderia ter; amor:aquele que escolhi e que amo de paixão;amigos do coração: tudo certinho, escolhidos a dedo e muito bem conservados, obrigada; carreira/profissão: sendo construída, da maneira que dá e no seu devido tempo, nada a reclamar. Essas foram as coisas que pensei de imediato. Mas aí, comecei a pensar: como faço pra tudo isso dar certo, ser uma engrenagem que funciona, mesmo que às vezes possa dar pane? Resposta: cabeça fria. Felicidade prá mim é ter tudo isso enquanto estou plenamente de bem comigo mesmo, numa boa, sem arrependimentos. Sabe aquela história de pensar positivo, tentar enchergar a solução quando você tem um problema? Pois é, tenho tentado ter uma posição positiva, super up, porque descobri que tudo o que nos faz feliz não é meramente fatos ou pessoas que nos rodeiam, mas sim como encaramos e interagimos com eles. A felicidade é algo que surge de dentro prá fora, um estado de espírito, prá repetir um antigo chavão. Mas quer maior chavão do que este: o que te faz feliz?

Prá recomeçar...


Confesso que uma vez já tentei ter um blog, deu tão certo que nem ao menos lembro como era o nome...mas, decidi começar tudo de novo, porém com o mesmo propósito: escrever para desopilar (ou ao menos tentar). De diferente, agora, é o modo como quero fazer isso. Do primeiro blog a única lembrança que tenho é que ficava tão preocupada com o que as pessoas iriam pensar do que eu escreveria que adivinha? Acabava não escrevendo! Sentava no computador e lá ficava, pensando no que postar...
Há alguns dias me deu uma vontade louca de escrever, sair juntando as palavras prá ver se minha cabeça aliviava um pouco... e aqui estou, de volta, pronta prá começar de novo, só que agora, sem cerimônias...