terça-feira, 28 de abril de 2009

Sandices de família

Descobri que não só sou muito parecida com o meu pai, como também dividimos os mesmos pensamentos insanos. Em uma revelação minha acerca de um pensamento (ou seria sentimento?) que me atormenta desde que me conheço por gente, ele me confidenciou que sente/pensa o mesmo, mas que nunca tinha tido a coragem de expressá-lo. Foi engraçado, ele se sentiu aliviado e eu menos sozinha na minha sandice. Aprendi ontem que às vezes dividir pode tranformar-se num multiplicar. Deixamos de ser loucos quando não somos únicos; nem normais demais quando juntos. Sabe a história das testemunhas, de não sermos nós de verdade? Ás vezes precisamos é de cúmplices, e não de testemunhas. Sandices de família...

sábado, 25 de abril de 2009

Sem testemunhas

Hoje, lendo Divã de Martha Medeiros, encontrei uma frase que me fez pensar bastante: "nunca somos nós mesmos na presença de testemunhas". Parece ser bastante verdadeira essa afirmação. Realmente estamos sempre prontos a nos escondermos, seja por vergonha, medo, imposições da dita sociedade, por amor ou por ódio, por desconfiança ou excesso dela. O que realmente somos e queremos, lá no fundinho, acho que acaba sempre sendo uma incógnita para nós mesmos. Aceitar sentimentos, defeitos e desejos que nem sempre nos parecem acertados, nos faz agir muitas vezes de forma extremamente cautelosa quando na presença de outras pessoas. Assim, por medo de deixarmos escapar, para nós mesmos, aquilo que não aceitamos e que evidentemente, não queremos dividir com mais ninguém, sufocamos emoções, condutas, extravasamentos necessários, sandices temporárias e todo o tipo de sentimentos que só querem vir a tona, e só. Dividir. Eis palavrinha difícil de se por em prática. Dividir sentimentos, sonhos, ideias, desejos. E se não forem compreendidos e aceitos? E se forem rechaçados, ridicularizados, tolhidos? E eis que vem o medo. E a resignação. E encobrimos tudo, aceitamos não aceitá-los. Mas até quando?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um pouco de realidade e muito de sonhos

Um e-mail confirmando que sim, o capítulo está bom. E sim, já aguarda pelo segundo. O alívio instantâneo em razão do aglomerado de páginas prontas, que parecem vivas, quase como um filho gerado, deve ser imediatamente esquecido (até a correção final), pois mais algumas páginas precisam ser escritas, refletidas, corrigidas, amadurecidas. Ainda se fosse um romance, vá lá, mas o emaranhado de direitos e garantias constitucionais, os tais acesso à justiça e dignidade da pessoa humana já não produzem os mesmos suspiros quando do início da faculdade, nem mesmo no final da última pós-graduação. Hoje a realidade nua e crua mostra, sem piedade, que esses direitos às vezes são, infelizmente, meras palavras. Bonitas, sim. Mas às vezes tão irreais quanto uma boa ficção. Essa sim, ainda será escrita. Pelo menos sonha com isso. Enquanto não resta energia nem mesmo inspiração para tanto, espera da forma mais real e iminente por um certo edital, de um certo concurso, que a ronda desde a já comentada faculdade. Talvez o meio que encontrou para efetivar aqueles direitos comentados e que por tantas vezes desacreditados no vazio das promessas do idelizado Estado Democrático de Direito.
Para por aqui. Lembra que ainda não revisou o novo acordo ortográfico e fica em dúvida quanto aos acentos e outras regras existentes. Voltando a vida real, agradece por este meio através do qual vos fala e desopila. Sempre sem cerimônias.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nostalgia

Amigos de infância, um bom papo com chimarrão e no fim do dia escutar uma daquelas musiquinhas que tocavam nas festinhas de garagem. Para a nostalgia, tudo é válido e perfeito e ela instala-se assim, em plena segunda-feira.
A noção de que o tempo passa, realmente, dá as caras de vez em quando. E dói, e faz chorar, e faz lembrar, mas ainda assim alegra. Por tudo que já passou, que já se aproveitou. Mas que passou. E ainda tudo que irá passar. Mas algumas coisas ficam. Outras ainda vão e voltam. E isso conforta. Energiza.
O tempo faz parte. A vida não seria tão perfeita se não pudéssemos esquecer, escolher, viver e reviver.
Ainda bem que o tempo passa e a memória não esquece.