domingo, 15 de março de 2009

De novo o amor

Depois de um ano do dia em que dissemos "sim, eu aceito", continuo a dizer todos os dias: sim, eu aceito. Aceito o amor, as alegrias, os medos. Aceito os encontros, os desencontros, a euforia, o encantamento. Aceito as palavras, as ditas e as não ditas. Os sustos, as brigas, todas as pazes que fazemos. Aceito o querer bem, o distanciar-se, o querer perto. O estar longe, porém presente. Aceito as virtudes, as manias, as maluquices e sandices. Minhas, tuas, nossas já. Porque o que sou, é o que você é. Em mim te procuro e me encontro. Em você também estou. Em mim mesma, em você, em nós, tudo o que somos, o que queremos, o que sonhamos. Sim, eu aceito. Sim, eu quero. Sim, eu amo. Todos os dias, todas as horas, todo o tempo. Desde sempre e para sempre. Não como nos contos de fadas, nem como em novela das oito. Mas aceito nessa vida nua e crua. Que pulsa, que vibra, que agita e nos completa. Sim, eu aceito.

Um comentário:

Silvestre Gavinha disse...

Isso é ato de fé.
Isso é casamento.
Isso é amor.
"Que seja infinito posto que é chama".
Parabéns.
Marie