quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Lista básica


Geralmente no fim do ano se faz aquelas listas de new year resolutions e metas para o ano que se aproxima. Decidi fazer a minha hoje mesmo, porque os desejos estão aumentando e as responsabilidades também, porém falta ainda um pouco de determinação.
Minhas metas acredito que são bem modestas e até fáceis de serem cumpridas, só dependem de mim. O que está faltando, confesso, é aquele gás de fazer com vontade, convicção, colocar em prática de forma realmente eficaz. Algumas coisas já venho praticando, mas de uma forma não muito satisfatória, pelo menos não estou passando no meu próprio iso 9001 (e que estou pensando em chamar de iso 2009, pois nesse ano que se aproxima, acreditem, tudo vai ser diferente).
Então, prá registrar, em 2009 quero:
1. Estudar, estudar muito, porque o que tenho feito não é suficiente (preciso falar com a Bípede);
2. Conseguir guardar um dinheirinho e não torrar todo o meu salário em bobagens (nisso o maridão já se ofereceu para me doutrinar);
3. Continuar fazendo pilates e jogando vôlei e não desistir como já fiz com a yoga, a musculação, a natação, a ginástica...(sai de mim bicho preguiça, este corpo não te pertence mais!);
4. Ser mais paciente com algumas pessoinhas que me cercam, às vezes perco o controle muito fácil (mami, querida, prometo ser uma filha melhor!);
5. Evitar descontar minhas frustações e agonias na comida ( terei que banir todos os chocolates escondidos pela casa!);
6. Plantar minha hortinha orgânica na sacada (isso já prometi fazer no próximo fim de semana, se fizer, prometo tentar não matar todas as plantinhas!);
7. Sair mais com as meninas, tipo clube da Luluzinha mesmo(é imprescindível um momento just girls em prol da sanidade mental de qualquer criatura do sexo feminino);
8. Terminar minha monografia da pós (essa deveria estar logo após estudar muito, mas confesso que só lembrei agora...a ordem não importa, vou ter que cumprir tudo de qualquer forma!);
9. Assistir menos televisão (ai minha novela das 8...);
10. Escutar mais música, selecionada por mim e não o que toca nas rádios (para isso, acho que vou precisar de um mp3...ou seria mp4? Acreditem, não tenho nenhum dos dois, nem sei como funciona!);
11. Caminhar, caminhar, caminhar muito e deixar o carro na garagem (isso vai ser até fácil, porque acho que até 2009 eu já terei conseguido vender o meu carrinho...alguém se interessa?)
12. Cumprir tudo isso que listei (vale isso? prometer que vai cumrpir com todas as promessas?).
Bom, essa minha listinha, admito, pode ser iniciada ainda hoje. Mas é que parece que, assim, fica o compromisso.
Dentre tudo isso, continuo querendo manter meus queridos ao meu lado, amando e vivendo cada momento único que é estar com eles, minha família e o meu amor, sem esquecer os amigos. Mas isso não precisa de promessas, mas sim de agradecimentos, todos os dias, por eles existirem.
Que venha, então, 2009. Sabe que até já me animei?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Os dias


Nada.
Não.
Talvez.
Não sei.
Ler.
Reler.
Aprender.
Fazer.
Comer.
Escrever.
Surpreender.
Desfazer-se.
Escurecer.
Dormiu.
Partiu.
Não viu.
Sonhou.
Acordou.
Pulou.
E tudo de novo, recomeçou. Nada, não...

O ninho


Há alguns meses recebi inquilinos que não foram convidados. Um casal de andorinhas decidiu fazer seu ninho na minha área de serviço, mais precisamente no lustre, plafon, ou o que quer que seja o nome dado àquilo que fica sobre a lâmpada.
Achei uma graça, às vezes ficava só observando eles carregarem folhas, gravetos e todo tipo de material disponível que pudesse servir para formar o ninho. Isso levou alguns dias, até que percebi que apenas uma das andorinhas (provavelmente o macho)é que saía com mais frequência do ninho.
Mais alguns dias e começaram a cair cascas de ovo, penas e alguns dejetos não muito bonitinhos. Apesar disso, o barulhinho, quase como conversas, dessas criaturas pela manhã e no fim da tarde sempre me agradou. Eu literalmente tomo café da manhã ao som de passarinhos, pois a cozinha tem uma porta e uma janela que dá diretamente na sacada da àrea de serviço, local escolhido pelo belo casalzinho.
Acontece que ontem cheguei em casa e me deparei com uma quantidade de dejetos muito maior que o usual. Considerando que minha faxineira não compareceu ao serviço, deduzi que eu não tinha noção nem da metade da sujeira que a família de andorinhas vinha fazendo, pois ela sempre limpava tudo antes que eu percebesse.
Me revoltei com a cocozada das criaturas e decidi que iria despejar os inquilinos!
Retirei o negócio da luz que servia de ninho, com bastante cuidado, afinal não sabia bem o que tinha lá.
Dei de cara com quatro bebês andorinhas, quietinhos, me encarando. Três estavam bem no centro do ninho, amontoados uns nos outros. O quarto já estava mais afastado, parecia mais independente. Quando coloquei o ninho na mesa, esse quarto pulou para o chão. Quase morri de susto e de remorso, imagina matar um bebê andorinha assim, sem querer?
Me senti um monstro, me bateu uma tristeza, fiquei envergonhada comigo mesma. Imagina que eu havia pensado em desfazer um ninho, o local mais seguro prá quatro criaturas inofensivas!
Não tive dúvidas, juntei o saltitante do chão, coloquei de volta no ninho e repus o ninho/plafon/lustre no teto de novo.
Fiquei esperando a andorinha mãe voltar. Ela veio e, graças a Deus, não notou nada, acho eu.
Hoje pela manhã, enquanto preparava o café, escutei os primeiros sons da família. Sol nascendo, passarinhos cantando. Me dei conta do privilégio que é ter, na sua casa, canto de pássaros, sem que para isso eles estejam em gaiolas.
Abri a porta e olhei feliz meus queridos inquilinos. Dizem que depois que os filhotes crescem, eles abandonam o ninho. Vou ficar esperando que na próxima estação eles retornem, para mais uma temporada na minha sacada.

Ilustração Jana Magalhães

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Por isso escrevo

Quando comecei a escrever novamente, tinha a sensação de que realmente seria diferente. Como já disse no primeiro post, minha primeira experiência com blogs havia sido desastrosa!
Agora, alguns posts depois, me deparei com uma agradável surpresa de uma certa Bípede Falante, que acompanho desde os primeiros dias do meu Sem Cerimônias.
Não lembro como cheguei a ela, mas lembro bem da primeira impressão que tive ao ler suas memórias: "nossa, às vezes também me sinto assim!". Sua maneira de escrever é leve, sem deixar de ser verdadeira. A maneira como expressa seus sentimentos me fascina, dá a sensação de que não estou sozinha em alguns devaneios...
A sensação de que este blog seria diferente deu lugar a uma certeza: está sendo diferente sim! Tudo o que eu queria era somente isso: escrever para pessoas legais, como minha cara bípede e todos os que por ventura passarem por aqui e sentirem que realmente, podem entrar sem cerimônias.
E quanto a você, Bípede, saber que você gosta de estar por aqui no Sem Cerimônias me deixa toda prosa e orgulhosa, pois não é diferente quando acesso, todos os dias, as tuas memórias, tão doces, lúdicas e verdadeiras, assim, como a vida tem que ser.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Pequenos contos - A escolha

Juntou os pedaços que ainda restavam. Era um antigo vaso chinês que sua mãe jurava ter sido comprado em uma das melhores casas de decoração, quando sua avó ainda viajava pelo mundo.
Agora somente cacos. Bem estilhaçados, espalhados pela sala. Em baixo da mesa, cobrindo o tapete e o sofá. Partiu-se em mil pedaços, assim como seu coração, que batia descompassado. Podia houvir ainda a última frase e a batida seca da porta: "Prá mim chega". Assim, simples, seco, cortante.
Atirar o vaso contra ele definitivamente não foi a melhor idéia, mas também não foi o motivo da partida.
Anos de desgaste, de brigas, de encontros e desencontros. Mais desencontros, é verdade. A cada discussão, o pedido de desculpas. O silêncio das palavras não ditas e aquela pontinha de esperança estúpida, a cegueira da rotina, a acomodação do "a gente supera".
A gota d'água veio de uma dessas bobagens que sozinhas, são exatamente isso: meras bobagens. Porém, quando carregadas com o peso de todo um cansaço e de um nó na garganta, tomam proporções capazes de finalmente colocar um ponto final em uma relação em que mais se perdia do que se ganhava.
O fato de não conseguirem decidir de forma pacífica um hotel para uma viagem de fim-de-semana iniciou toda a discussão, que após todo o discurso de acusações e ofensas, juntamente com uma restrospectiva de todos os erros cometidos no passado, teve um desfecho quase cômico, não fosse a vontade desesperada de chorar e sair na sacada pedindo prá ele voltar. Um vaso quebrado, o silêncio na sala e o estranho sentimento de alívio e saudade, porque afinal, a esperança estúpida já começava a dar sinais de sua presença.
Mas agora tinha a plena noção e certeza de que ele não voltaria. O vaso tinha sido demais. Era grande, pesado, não sabia como tinha conseguido levantá-lo e ainda arremessá-lo em sua direção. Sabia, porém, que havia chegado no seu limite e que isso significava não mais voltar atrás, não mais procurar motivos para tentar de novo.
Terminou de varrer e recolher os cacos azuis. Colocou-os em uma caixa e guardou no fundo do guarda-roupas. Não conseguiu jogar no lixo. Era como se estivesse jogando fotos ou cartões, desprezando uma vida toda de memórias.
Ligou para o hotel que havia escolhido. Foi sozinha, sem saber bem o porquê, mas com a sensação de que afinal, era a melhor escolha.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

À Deriva


Uma amiga me pediu para escrever algo que fizesse com que as pessoas pudessem refletir, pensar um pouco sobre a vida. Tarefa difícil, até porque cada um tem uma visão diferente quando se trata de colocar a mão na consciência. Mas nessa semana, e olha que hoje é apenas terça-feira, já estou com uma sensação de que estamos à deriva, navengando em águas perigosas. Poderia discorrer sobre os absurdos que assistimos diariamente nos jornais: assassinatos, sequestros, abandonos, corrupção, nepostismo, inércia política, acidentes causados por buracos nas rodovias, incêndios criminosos...e por aí vai. Tragédias e anomalias sociais estão por toda a parte. O que realmente me incomoda e faz com que me sinta nauseada é a passividade com que nos colocamos diante de tudo isso. Tudo normal, fazendo parte da rotina, invadindo nossas vidas, nossas casas, sem avisar. Às vezes penso que recebemos tanta informação que fica difícil processar, memorizar, refletir e tirar conclusões acerca do que está acontecendo ao nosso redor. Somos invadidos de forma brutal por fatos, versões, acontecimentos que deveriam fazer diferença, mas que no fim são apenas algumas palavras proferidas por Fátimas e Bonners, em uma imensidão de letras e sons incongruentes, porque afinal, nessa hora estamos cansados, o dia já foi pesado o suficiente, a rotina do nosso mundinho já nos chateou bastante e no outro dia começa tudo outra vez. E aí, o que eu tenho a ver com tudo isso? Se alguém tiver uma resposta satisfatória, por favor estou aguardando, pois há momentos em que não sei exatamente o que estamos fazendo por estas bandas, o mundo às vezes me parece um lugar estranho, uma terra de ninguém. Alguém arrisca uma reflexão?

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Expectativas


A vida é feita de expectativas. As expectativas são feitas pelas pessoas. E as pessoas são diferentes. Aqui mora o perigo. Você faz tudo que está ao seu alcance. Tenta não esquecer nada, se esforça ao máximo para andar lado a lado com a perfeição, mesmo sabendo que ela não existe e que você pode falhar. No fim, você não espera por louros, troféus ou cartas de parabenização. Você só espera que o outro considere o que você fez, por mais que não tenha atendido à todas as expectativas, pois afinal, você deu o melhor de você no momento em que era possível fazer isso. Você errou? Falhou? Não deu o máximo do seu esforço ou potencial? Algumas vezes pode ser que sim, porém, em outras, apenas não atendeu às expectativas de alguém que não tem o mesmo olhar que você tem, o mesmo ritmo. Nessas horas é preciso jogo de cintura, ponderação (de ambas as partes) e muita paciência. As expectativas foram feitas para se ter um ponto no horizonte, um objetivo a ser alcançado, e não uma tortura diária de frustações. Por isso é preciso ficar atento, não às expectativas em si, mas sim nos pontos no horizonte. Às vezes não chegamos neles exatamente como gostaríamos. Porém, o que realmente importa é chegar lá.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Hermano


Hoje a criatura mais doce que conheço faz 22 aninhos. Ele veio quando eu tinha três, quando éramos três e depois viramos quatro. O bendito fruto entre várias mulheres: mãe, irmã, avós, tias, primas, amigas. Vai ver é por isso que tem no sorriso uma malícia que parece ingênua, nas palavras uma força que contagia e nas atitudes a doçura que para mim é a palavra que o define. Mas quando quer, esse gurizinho sabe ser valente, exigente e às vezes até difícil. Quando acorda num bad day, esqueça: é preciso dormir e acordar no outro dia para recuperar o bom humor.
Tudo que faz é do seu jeito. Para alguns pode ser um jeito meio torto, às vezes até confuso. Mas pode ter certeza, ele sabe o que está fazendo. E só faz se quiser. Caso contrário, dá um jeito de não fazer ou de que outro o faça, voluntariamente!
Amigos o rodeiam e o amam. Sabe conquistar a todos, sem muitos esforços. E é leal, adjetivo importantíssimo nessa pessoa.
Houve tempos em que duvidaram, que riram, que lhe foi tirado o direito de ser acreditado. Mas não disse que ele sabe o que faz, mesmo que os caminhos não sejam, assim, tão ortodoxos? Pois hoje, quem riu por último riu melhor (já sem o aparelho!), os sonhos se concretizando, os objetivos sendo alcançados e da melhor forma, da SUA forma.
Lembra das mulheres acima citadas? Já estava esquecendo de mencionar: vai ver foi assim, sendo o único entre tantas, que aprendeu a tratá-las tão bem, a ser tão querido pelo sexo oposto, independente da idade, cor ou religião.
Reiterando o que já te disse uma vez, hermano, és meu espelho inverso,és quem leva um pouco de mim e deixa um pouco de si mesmo. "Amo tu!" Feliz aniversário!

E se...


Poucos são os arrependimentos que tenho em minha vida. De significativo, mesmo, acredito que nenhum. Quando falo significativo é algo do tipo que mudaria completamente minha vida, que faria diferença no que sou hoje.
Resta conviver com os arrependimentos diários, aqueles que corroem o dia-a-dia, a rotina, uma mudança no humor, na semana.
Hoje bateu uma melancolia em razão de um arrependimento, não muuuito significativo, mas que poderia mudar um pouquinho sim minha vida. Pelo menos não teria esta dúvida que me acompanha. E se tivesse saído mais cedo naquele dia? E se tivesse ido almoçar no local da prova? E se não houvesse ocorrido um acidente? (que, graças a Deus, não foi comigo!).
É que hoje vendo a lista de nomeados fiquei cá comigo pensando: não tive nem a oportunidade de saber se poderia ao menos ter tido uma chance. Seria melhor ter feito a prova e saber que não daria pé. O que me incomoda é nem ao menos ter uma pista de como poderia ter sido meu desempenho. Ah, e se...

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Pequenos contos - Domingo

Acordou cedo, considerando que era domingo. Nove da manhã. Céu nublado, prestes a chover. "Perfeito", pensou ela, vestindo o roupão e saindo devagar do quarto, para não acordá-lo. Passou pelo corredor e deu uma espiada no quarto da pequena. "Ainda dorme", verificou.
"Café passado, ovos mexidos, pão integral. Não, não. Pão branco, hoje é domingo! E domingo chuvoso, aconchegante". O cheiro do café já invadia a cozinha, os pães no tostador pulando quentinhos e os ovos mexidos no ponto.
"Agora sim, começo bem meu domingo", refletiu enquanto a cafeteira terminava seu serviço. A chuva veio torrencial, como para dizer bom dia. Sorriu e tomou o primeiro gole de café, pensando "mais que perfeito: chuva, domingo, café dos deuses e silêncio total". Breve momento em que consegue conectar-se consigo mesma. Nos domingos, diferente de todos os dias da semana, é quando sozinha, acompanhada apenas do sagrado café preto, consegue colocar a cabeça no lugar, sentir-se ela somente com ela, sintonizar-se com sua essência, energizar-se para a semana que começa na segunda-feira.
Pensou em tudo que precisava fazer, no que já havia feito e naquilo que com certeza não iria fazer. Com nova memória e energias revitalizadas, serviu a segunda xícara de café.
Barulho no corredor. Pézinhos que se arrastam, trazendo até a cozinha o sol que ilumina sua vida mesmo num domingo de chuva: "mami, tem meu nescau?". Os olhinhos ainda semi-fechados, as mãozinhas que carregam um velho pedaço de cobertor, companheiro inseparável do soninho.
Logo atrás, ainda sonolento e de pijamas, maior que a primeira, porém com os mesmos olhos e o mesmo desejo: "também quero um nescau, bom dia", seguido de um longo bocejo.
Sorriu novamente, satisfeita. Começava o domingo e o resto da semana.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

E se acabar?



Dia desses fiz um almoço especial para uns amigos. Após a sobremesa, minha amiga me pediu a receita do petit gâteau que, modéstia à parte, estava muito bom. Imediatamente, muito vaidosa e adorando o momento "minha receita especial", me vi dando a receita e intimamente tendo delírios de que daqui muitos anos meus filhos e meus netos iriam pedir pelo petit gâteau, esperariam ansiosos pelas festas e pelos almoços de domingo, minha receita seria passada de geração em geração...opa! Quando estava na metade de "mistura com a Hellman's de Leite" me dei conta de que minha receita pode ser uma falácia! Claro que a receita não é minha, tirei do site da tal De leite. Uma receita bem mais fácil do que as tradicionais e que sempre dá certo (!) mas...completamente dependente do ingrediente mirabolante que promete substituir vários outros em troca de uma receita fácil, prática, deliciosa mas que pode se evaporar!!Sim!Porque, o que vou fazer se algum dia não tiver mais a tal maionese de leite? Anos de sucesso e admiração gastronômica que podem nem vir a ocorrer! Sério, fiquei quase deprimida. Primeiro, porque me obrigo a ter que aprender a fazer uma receita de petit das tradicionais, bem mais trabalhosa e com o risco de não dar certo, como minha amiga mesmo já me advertiu. Segundo, porque eu já tinha gostado da idéia (ou delírio) de ser interpelada no futuro "mãe, faz o petit gâteau que só você sabe fazer?". Ok, pura vaidade. Mas quem nunca sofreu deste mal que atire a primeira pedra.
P.S: Para quem quiser a receita, é só acessar o site www.juntosefelizes.com.br

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Pós eleição


O que me tira do sério é a falta de comprometimento. O que me irrita é o descaso. O abuso por parte de quem deveria cumprir com suas obrigações e simplesmente as delega a quem não diz respeito. A preguiça. A falta de discernimento. A falta de perspectiva, de vontade de aprender. A ignorância da própria ignorância, sem a mínima noção do que sabe ou não fazer.O que me preocupa é a passividade com que encaramos tudo isso. Mas há algo a fazer? Se cada um fizesse a sua parte, o que listei não me incomodaria. Responsabilidade, comprometimento, dedicação. Regras básicas que definitivamente não são cumpridas.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Sábios conselhos


Filha prestes a viajar com maridão, mãe dando uma assistência moral enquanto a outra arruma as malas:
-Uma vez gostava mais de arrumar mala...só tinha a minha...
- Ah filhota, dava tudo hoje prá estar arrumando as malas de um marido...arruma aí direitinho, não deixa nada de fora. Acredita na mãe, melhor arrumar duas do que uma só.
Por via das dúvidas, foi a melhor mala que ela já arrumou.