segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O meu amor


Já quis ser alguém que correria o mundo. Houve tempos em que só conjugava a vida na primeira pessoa. Acreditava no eu e em mais ninguém. Um dia conheceu o amor. Mas aquele amor que vem depois da paixão e não vai embora. O amor que acalma, que traz alegrias e tristezas, para se ter certeza de que se está vivo. Amor que de tempos em tempos, reascende a chama da antiga paixão. É amor de amantes, de amigos, de companheiros. De risos, de estar junto sem nada fazer. Amor de viagens, de domingos de chuva e de sol. Amor de novela das oito, tanto no ser quanto no assistir. Amor que ajuda a crescer, a pensar e às vezes a ser um tanto insano. Amor que protege, que cuida com carinho. Amor daqueles sem tamanho, com infinitas possibilidades. Amor com bom humor, pois rir é o combustível da alma. Amor de olhos azuis, abraço envolvente e uma generosidade cativante. Amor que fez com que o nós ocupasse um espaço especial, sem que para isso o eu fosse esquecido. Amor compartilhado, retribuído. Amor sem condições, sem medos. Amor que enche o espírito e o coração, faz a mente ficar sadia e a pele rejuvenescer. Amor que por enquanto são dois, mas de tão grande, espera pelo momento em que serão três, ou quem sabe quatro? Amor que deve ser dividido, que quer ser mostrado, que merece ser escrito.
Ilustração Jana Magalhães

2 comentários:

bípede falante disse...

Nossa, Claudinha, enchi os olhos de água... que lindo esse amor de olhos azuis que você tem.

Claudinha disse...

Essa minha história com o meu amor de olhos azuis até daria um conto...quem sabe um dia me inspiro e coloco em algumas linhas!