terça-feira, 25 de novembro de 2008

I don't know

Às vezes uma angústia que não passa, um não sei o que de sentir-se naufragando, um mar de dúvidas e pontos de interrogação. E isso é entre ela e ela mesma. Nada tem a ver com as criaturas que a cercam. Essas só trazem certezas, pontos de apoio e segurança. Escreve para ver se passa, se encontra ou descobre o que a faz sentir-se por vezes tão pequena, tão descabida em si mesma.

3 comentários:

bípede falante disse...

A sensação é ruim sem dúvida, mas revela a grande capacidade de pensar e sentir. Só se sente pequeno quem é capaz de apreciar o grande e, para apreciar o maior é preciso não ser pequeno, porque, se é assim uma coisinha, nem percebe que há alguma coisa além da ponta do nariz. Essa sensação vai e vem e virá a vida toda em diferentes épocas, com diferentes intervalos. Vai incomodar, é claro. Mas também servirá de alimento e arranque para ir adiante.

Claudinha disse...

Thanks :), cara Bípede! Como sempre, suas palavras parecem chocolate nos momentos de angústia!

Silvestre Gavinha disse...

Claudinha..
Só agora vi este post e me lembrou muito um poema do Pessoa,acho que é do Ricardo Reis que vou tentar achar para postar aqui. Que eu adoro e tu deves conhecer.
Mas lembrei também de uma outra frase dele que diz: "Para ser grande, sê inteiro. Nada teu exagera ou exclui".
Concordo com a Bípede. Essa sensação de formiguinha sujeita a ser esmagada a qualquer momento, só aparece e é sentida em quem tem a capacidade de ter consciência da grandeza, e isso, como diz o Pessoa, "é uma superioridade a certos momentos". Também acho que são prenúncios de um salto, da consciência. Do crescer.
...

Achei o poema, mas errei, esta como Álvaro de Campos. É muito grande para postar aqui, vou colocar lá no meu blog.
Super beijão
Marie