quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Momento love history


Em uma recente conversa com uma amiga, surgiu a idéia para este post. Ela me relatava a dor que passou durante sua recente separação, toda a angústia, a desilusão e a sensação de ter perdido o chão em razão de se ver só, sem o alguém que ela tanto amava. Isso tudo resultou em um sentimento de poteger-se por parte dela e a convicção que não irá nunca mais relacionar-se assim, depositando todas as fichas em uma pessoa e que relacionamentos no fim só dão errado e que não vale a pena buscar, acreditar, envolver-se.
Isso me fez pensar que já passei por isso, assim como 99,9999% das mulheres deste mundo...
O diferencial é que nunca perdi a esperança e sempre acreditei, sim, de pé junto, que um dia iria sim encontrar alguém que valesse a pena. Hoje me considero uma felizarda pois, como já expressei num post, tenho o amor que queria. Mas isso aconteceu não porque depositei todas as fichas nessa pessoa. Ao contrário, depositei todas as fichas em mim.
Acredito que você só consegue ter um relacionamento sadio, verdadeiro e que realmente te faça feliz se você estiver 100% por você, para você e pensando em você. Egoísmo? Não, pelo contrário. Só acredito que o amor acontece quando não há dependência, quando cada uma das partes sabe exatamente quem é e o que quer da vida, quando tem plena consciência do que pode oferecer ao parceiro, o que quer receber dele, deixando tudo isso bem claro.
Primeiro é necessário ter amor próprio e saber preservar-se, para então poder amar o outro e saber receber esse amor. Apaixonar-se e viver intensamente uma paixão é muito bom, a química produzida pelo corpo é algo indescritível e insubstituível. But, não é para sempre. O melhor disso tudo é quando se consegue chegar ao tão sonhado amor. Aquele sereno, descomplicado e que, na maioria das vezes, é duradouro. Sim , porque, posso ser romântica e tudo o mais, mas sei que em alguns casos, as coisas não dão tão certo, o tempo pode ser implacável e a vida uma montanha russa. Ainda assim,não deixo de acreditar. Em mim. Nele. Em nós.

Mas vamos parando por aqui, por que pelo que me consta, o Divã é em outro blog, ehehe.


"Sou dos que acreditam que a felicidade é possível, que o amor é possivel, que não existe só desencontro e traição, mas ternura, amizade, compaixão, ética e delicadeza. Penso que no curso de nossa existência precisamos aprender essa desacreditada coisa chamada "ser feliz". (Vejo sombrancelhas arqueando-se ironicamente diante dessa minha romântica afirmação). Cada um em seu caminho e com suas singularidades."
Lya Luft

4 comentários:

Silvestre Gavinha disse...

Lindo texto. Concordo com tudo. Tudo.
Apaixonar-se é delicioso, e talvez sim, não seja uma coisa para todo o dia. Ou melhor, não é. É mesmo uma montanha russa indizível e indescritível, faz emagrecer e ficar em órbita. Mas, o pé no chão que permite o voo sem a ressaca da queda é delicioso, e para mim, isso chama-se maturidade.
Um belo porre (até de licor de ovo) é bom de vez em quando. Mas há que viver-se muito tempo e não se pode abrir mão, nem do voo, nem da aterrissagem. Também acho que felicidade é uma construção. Um grande mosaico de pequenas coisas e acontecimentos. Você borda isso na vida. Ninguém faz ninguém feliz. Mas podemos ser felizes juntos, É uma questão de decisão. E, concordo com você, de clareza, sobre o que se quer na vida.
Claro, uns aninhos de análise e terapia ajudam bastante.
Feliz da sua amiga que tem alguém que lhe diga estas coisas, como você.
Grande beijo
Marie

Claudinha disse...

Obrigada Marie!
Pode acreditar, muitas vezes estive de ressaca e justamente assim aprendi que antes de sermos dois, é necessário ser um só por completo.
Bjos
Cláudia

bípede falante disse...

Você tem toda razão. Nada de deixar os pedaços pelo caminho. A gente tem de estar inteiro, de verdade inteiro (e de preferência, inspirado) pra gente e para os outros e em tudo o que escolher. Nada de passar de raspão pela vida, à sombra de si mesmo!

Anna Oh! disse...

Talvez (eu penso com meus botões), a descença seja uma fase necessária, tanto quanto aquela posterior, em que estamos tão auto-centradas (no bom sentido) que o amor acontece e a gente só se dá conta qdo está lá. E comigo foi assim =)

Bjusssss