sexta-feira, 26 de setembro de 2008

O velho e bom livro


Não tem muito tempo li a sinopse de um livro que conta a história de uma mulher solitária que busca refúgio para todos os seus dramas e suas frustações na leitura, no abrigo mais que perfeito de um bom livro. Além de ter ficado louca para ler o livro, comecei a pensar em todos os momentos em que de forma desesperadora somente um bom livro pode me salvar. A possibilidade de ficar no silêncio e na companhia de algumas páginas simplesmente me deixa em Nirvana (mesmo que não tenha idéia do que realmente seja este "estado", minha definição para ele é: ler um bom livro).
Livros, pelo que me lembro, me acompanham desde sempre. Ficar sozinha para mim nunca foi problema. Ao contrário, é um bom pretexto para tirar meus velhos amigos da estante (ou do criado mudo, da escrivaninha, da mesa de centro, de dentro da bolsa...eles estão em toda parte).
Esperar na recepção de um consultório, andar de ônibus ou simplesmente não ter nada para fazer num domingo chuvoso, nada disso me causa ansiedade ou desconforto. Tudo se resolve com um bom livro. Alguns podem até pensar que pode parecer um tanto quanto solitário, anti-social ou até mesmo antipático de minha parte.Mas acreditem, quando estou com um bom livro, nada disso me abala.
Aqueles que entendem a sintonia que pode existir entre uma pessoa e um livro sabem que é uma relação para a vida toda, em que se recebe muito mais do que meras palavras.
Quando identifico alguém assim, imediatamente essa pessoa figura na minha lista de favoritos e dos que empresto meus queridos (os livros) sem medo de serem maltratados.
O fato é que não consigo imaginar minha vida, minha casa ou qualquer gaveta sem um livro que possa ser lido (ou relido).
Voltando ao livro que gerou toda essa reflexão, tratata-se de "Ler, Viver e Amar em Los Angeles", de Jennifer Kaufman e Karen Mack , que ainda não li, mas mal posso esperar para tê-lo em minhas mãos, para mais uma jornada de imersão total em suas páginas, de silêncio total e absoluto e da certeza de que nunca se está sozinho se estiver com um bom livro.

Um comentário:

bípede falante disse...

Retribuindo a visita e sem fazer cerimônia, vim dar um alô. O dia está atípico porque saiu o meu famigerado edital. Semana que vem faz 1 ano que estudo. Muitas lágrimas correram, mais de trinta canetas foram gastas. O meu pai de todos da mão direita que o diga. E os meus livros também. Passaram adormecidos nas estantes. Uns que outros tiveram a sorte de me fazer feliz. Depois do dia 14, com sucesso ou sem, um pouco de férias e antes de março a vida não recomeça. Vou seguir te lendo, ou Vou te seguir lendo. Quem sabe?