quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Sobre ser independente

A Antônia desde pequena sempre foi bem independente e autônoma. Com a chegada do irmãozinho, deu aquela regredida básica que acomete todos os irmãos mais velhos da história da humanidade. Mãe liga a TV, mãe pega minhas canetinhas, mãe vem me limpar, mãe não vou sozinha porque tá escuro, mãe lava minha mão, mãe me dá comida na minha boca...e por aí vai. Se a cada "mãe!" eu ganhasse uma moeda, já estava rica. 
Sei que é uma fase, mas confesso que andava cansada e até bem irritada com as investidas dela em ter certeza que sim, eu continuo sendo sua mãe. Mas para uma menina de 6 anos, algumas coisas já estavam beirando ao absurdo. Por isso institui por aqui o que eu chamei de parâmetro de autonomia. Tudo o que não for difícil de ser aprendido por uma criança de 6 anos e não for perigoso, ela precisa fazer sozinha. Dessa forma, cada vez que ela solicita minha "ajuda" (porque às vezes nem é porque ela realmente não consegue fazer sozinha, mas sim pra ter certeza que estou ali para ela também) eu lembro a ela que não é difícil e nem perigoso. E tem funcionado! Dar autonomia, estimular a independência, deixar que tome suas próprias decisões (naquilo que ela tem capacidade para tanto) é a melhor forma de fortalecer a autoestima e a segurança de uma criança. 
Ser a irmã mais velha não é tarefa das mais fáceis, mas minha pequena tem, aos poucos, conseguido administrar o fato de que ela não é mais o centro absoluto das atenções. E tem me ensinado que o amor de uma mãe de dois nunca é dividido, mas sempre multiplicado!


Um comentário:

Marlusa disse...

Deus não me deu a oportunidade de ser mãe de dois ou três, como gostaria e tentei...mas como profe sempre defendi a educação com autonomia. É muito importante que os pais estimulem seus filhos....Você é uma mãezona e a Antonia é muito autônoma...mas vale a chamadinha de atenção. ...... manheeeeeeeeee