quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Acho que não vai dar pé

Não sei se o negócio ali ao lado vai durar. Confesso que no impulso entrei em mais uma ferramenta da rede, mas sabe que não é o mesmo que escrever aqui no meu blog? Nunca fui de detalhar minha vida nem pro meu travesseiro, que dirá ter paciência (e vontade) de ficar alimentando algo do tipo.
E prá ficar seguindo celebridades e pessoas da tv (que é o que mais tem) já me basta de vez em quando ter que vê-los e ouvi-los na tv. Fico com minha blogesfera e meus textos livres, sem nenhuma limitação, seja para mais ou para menos caracteres.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Fato

Mulheres tendem a complicar situações basicamente descomplicadas, só para ter o gostinho do drama, imaginar a música de fundo e visualizar o the end estampado na tela.

domingo, 13 de dezembro de 2009

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Acontece lá em casa

Maridão chegando em casa:
- Tô morto de fome...
- O que tu achas de um sanduba com pão tostado, presunto, queijo, tomate e alface com molho de mostarda?
- Quais são minhas opções?
- Sim ou não.
- Dá prá colocar três fatias de pão, pelo menos?
Risos e um sanduba no capricho.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O barco

Em um barco à deriva. Que há muito navega conforme o vento. Um dia já sentou no convés, só apreciando a paisagem, daquelas janelinhas redondas como nos desenhos animados.
E de repente, "não mais que de repente", veio uma tormenta.
E a quem cabia o leme só se escutou um salve-se quem puder.
E viu-se correndo, içando velas, dando ordens, aos gritos, às súplicas, às vezes de joelhos, outras dedo em riste.
Até que cansada, resolveu atirar-se em um mar salgado, talvez em razão das lágrimas que já chorou poderem igualar-se a um oceano. Nadou, nadou, nadou. Continua nadando, às vezes boiando. Recorda-se do nome do barco todos os dias, convive com os tripulantes que estão também à deriva agarrando-se a ela, volta e meia, em busca de uma tábua de salvação ou um bote salva-vidas. De vez em quando retorna à bordo, com ventos favoráveis, para em seguida lançar-se ao mar para continuar boiando, esperando a bonança novamente para enfim estarem todos a bordo, mesmo que por um breve período. Afinal o barco família não se abandona nunca.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Sexo Frágil

Ontem voltando de Chapecó estourei um pneu do carro. Antes explico para aqueles que não me conhecem pessoalmente que Chapecó é uma cidade em SC, um pouco maior que minha cidade natal, Nonoai no RS. Todo santo dia eu me desloco até lá, uma viagenzinha de 40 min de carro ou de uma hora se eu for de ônibus.
Pois bem, fazia só alguns minutos que eu havia entrado na rodovia, muito mal conservada por sinal, quando escuto um barulho indefectível de pneu furando, explodindo para ser mais exata. Pânico total. Não pelo pneu em si e toda a situação de que não, eu não sei trocar um pneu (e se existir realmente uma mulher capacitada para tal façanha que se apresente). O medo bateu em ter que ficar nas margens de uma rodovia, sozinha, com o sinal do celular oscilando e rezando ora para alguém parar, ora para não parar, porque vai que é um assassino, um estuprador, sequestrador ou algo do tipo?
Meu celular resolveu funcionar, mas só discava para um número: o do meu pai, graças a Deus. Ele mora em Chapecó e foi me salvar. Essa parte foi engraçada e até inexplicável. Tentei ligar pro seguro, pra minha mãe e pro meu marido, só prá avisar, mas nenhuma das ligações conseguia completar. O único que chamou foi meu pai e ele prontamente foi em meu socorro.
No fim, quando ele chegou onde eu me encontrava, um casal muito simpático com uma criança (uma mulher e uma criança: forte indício de segurança, sei que pode falhar, mas pelo menos fiquei mais tranquila)já estava me ajudando, o moço prontamente trocou meu pneu (que ficou destruído e inutilizável) e eu pude seguir viagem.
Se eu algum dia vou aprender a trocar pneu? Não sei, fiquei assistindo e não é tão difícil, mas rezar eu já sei e tenho certeza que o cara lá de cima me atende. E meu pai também.

P.s: De uns cinquenta carros mais ou menos que passaram enquanto eu estava parada, apenas aquele, do casal, parou. O povinho sem compaixão! Ou será que seria medo também? Porque pensando bem, eu nunca paro...mas esse é assunto para outro post...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Do que acontece

A inconstância perturba. Ou seria a constante dissimulada que lhe aflige a consciência? É como olhar-se no espelho e descobrir o que há muito tenta esconder. Lidar com várias perspectivas e expectativas também pode ser uma forma de fuga. De si mesma, do que não alcança, do que não atinge. Altos e baixos. Nó na cabeça. E hoje é só terça-feira.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O bom do bom

Fazer sexo é bom. Fazer amor é melhor ainda. Para fazer filho então, fica cada vez mais divertido.

domingo, 22 de novembro de 2009

O vício

Respira as linhas que deixa para trás, em uma necessidade compulsória de absorver cada letra, cada vírgula e cada significado de tudo o que lhe diz e lhe faz sonhar e reviver o que já não esquece mais. Livre de qualquer tipo de vício mais clichê, descobre nas letras e nas páginas e nas histórias o único que lhe aflige e ao mesmo tempo consola, porque o vício é isso, a ansiedade e a compulsão, seguidas pelo alívio e um suspiro após cada capítulo terminado, cada página virada, cada história impregnada na memória. Por hora segue com a muleta de que ainda está amadurecendo, procurando a ideia exata, o ensaio perfeito, o personagem ideal. Imagina-se entrando na vida de muitos, invadindo a solidão de vários, preenchendo o tempo livre de milhares e dando um pouquinho do que sente para todos no formato daqueles que invariavelmente, em qualquer tempo e qualquer lugar, sempre estão a seu lado: os livros. Segue sonhando e alimentando o vício.

Temperança

  Ser abrigo e entregar afeto  sem medo de perder-se em meio às incertezas.   Pés no chão e intuição no coração.