terça-feira, 30 de junho de 2009

Dando notícias

Minha amiga virtual Bípede clamou por algumas palavras. Mas a coisa anda feia, apertada. Sabe querida Bípede, aquela coisa chamada edital? Pois é, ele está chegando, se aproximando, sem dó nem piedade e eu aqui, entre livros, leis e uma ansiedade louca. Escrever até tenho vontade, quase uma necessidade. Mas geralmente a mente rodopia e fica efervescente no momento em que coloco a cabeça no travesseiro ou enquanto dirijo sozinha com meus pensamentos. E quando vejo o dia passou, a noite chegou, os livros me sugaram e o meu note ficou esquecido, sem nem ao menos ter sido ligado, bem como meu querido blog. Viajei por uma semaninha, foi bom pra espairecer, mas agora a rotina voltou com tudo. Prazos e mais prazos. Mas ainda me resta mais uma semana em que esquecerei do mundo: férias com o maridão.
Até lá, me dedico aos estudos, espero que em breve com uma data derradeira, para ver se aplaco a ansiedade.
Hasta la vista, baby.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Simpatia

Simpatia em excesso me assusta. Ultimamente há pessoas que insistem em sorrir, até mesmo em velório. E é aquele sorriso forçado, de quem tenta ser educado, mas só consegue ser inconveniente. E o beijinho no rosto? Brasileiro adora isso, mas perde a noção. É beijinho em todo mundo, independente do lugar e da pessoa, bem como do grau de intimidade. Beijinho prá mim é em pai e mãe, irmão, marido, namorado e amigo que você conhece há pelo menos mais de um ano (aqui estou sendo mais flexível, mas confesso que só gosto mesmo de distribuir pros mais chegados, aqueles que contamos nos dedos). Beijinho em quem não conhecemos ou não nos sentimos próximos é como fofoca: inconveniente e deselegante.
Aos beijoqueiros de plantão, aí vai: estenda a mão, dê um sorriso (verdadeiro) e está tudo muito bem. A pessoa entendeu o seu recado.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Tempo

Quanto tempo para perceber que você mudou? Anos, dias, horas. O tempo é inevitável, as mudanças são essenciais. Mas às vezes não nos reconhecemos. Ou será que apenas não nos percebemos? Quanto tempo para dizer o que realmente pensa. Quanto tempo para sentir o que realmente sente. Será isso a dita experiência? A maturidade? Mas quem nos garante que teremos tempo? E será ele suficiente? O que você deixa para depois, será feito no exato momento? Ou ele já terá passado e você, nem notado. Qual é o seu tempo? Quando estaremos prontos, quando o dia chegará, quando irá parar de fazer planos? Às vezes acho que vivemos em um eterno adiar. Adiamos sonhos por que não estamos prontos, ou nos falta grana, ou nos falta tempo. Adiamos um projeto porque está inacabado, imperfeito. Adiamos um carinho por que pode ser amanhã, uma palavra de conforto porque não estamos de bom humor. Uma gentileza porque nos falta paciência.
O que nos falta é olhar para dentro e sentir o que queremos nesse exato momento, no hoje. O problema é que nos falta tempo. Esse eterno tirano.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O peso do peso

O susto veio com uma velha companheira, de quando ainda beirava os 15, e entrava com facilidade em qualquer 38. Aposentá-la? Nem pensar, não me entrego assim tão fácil. Números só me assustam se depender deles para passar em alguma coisa, matemática nunca foi meu forte. Nesse caso a matemática é simples: consumir menos e gastar mais. Ao mesmo tempo irei consumir menos e gastar menos, o cartão de crédito agradece e o espelho também. É o castigo que vem à galope: quem mandou perder o controle?

terça-feira, 28 de abril de 2009

Sandices de família

Descobri que não só sou muito parecida com o meu pai, como também dividimos os mesmos pensamentos insanos. Em uma revelação minha acerca de um pensamento (ou seria sentimento?) que me atormenta desde que me conheço por gente, ele me confidenciou que sente/pensa o mesmo, mas que nunca tinha tido a coragem de expressá-lo. Foi engraçado, ele se sentiu aliviado e eu menos sozinha na minha sandice. Aprendi ontem que às vezes dividir pode tranformar-se num multiplicar. Deixamos de ser loucos quando não somos únicos; nem normais demais quando juntos. Sabe a história das testemunhas, de não sermos nós de verdade? Ás vezes precisamos é de cúmplices, e não de testemunhas. Sandices de família...

sábado, 25 de abril de 2009

Sem testemunhas

Hoje, lendo Divã de Martha Medeiros, encontrei uma frase que me fez pensar bastante: "nunca somos nós mesmos na presença de testemunhas". Parece ser bastante verdadeira essa afirmação. Realmente estamos sempre prontos a nos escondermos, seja por vergonha, medo, imposições da dita sociedade, por amor ou por ódio, por desconfiança ou excesso dela. O que realmente somos e queremos, lá no fundinho, acho que acaba sempre sendo uma incógnita para nós mesmos. Aceitar sentimentos, defeitos e desejos que nem sempre nos parecem acertados, nos faz agir muitas vezes de forma extremamente cautelosa quando na presença de outras pessoas. Assim, por medo de deixarmos escapar, para nós mesmos, aquilo que não aceitamos e que evidentemente, não queremos dividir com mais ninguém, sufocamos emoções, condutas, extravasamentos necessários, sandices temporárias e todo o tipo de sentimentos que só querem vir a tona, e só. Dividir. Eis palavrinha difícil de se por em prática. Dividir sentimentos, sonhos, ideias, desejos. E se não forem compreendidos e aceitos? E se forem rechaçados, ridicularizados, tolhidos? E eis que vem o medo. E a resignação. E encobrimos tudo, aceitamos não aceitá-los. Mas até quando?

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um pouco de realidade e muito de sonhos

Um e-mail confirmando que sim, o capítulo está bom. E sim, já aguarda pelo segundo. O alívio instantâneo em razão do aglomerado de páginas prontas, que parecem vivas, quase como um filho gerado, deve ser imediatamente esquecido (até a correção final), pois mais algumas páginas precisam ser escritas, refletidas, corrigidas, amadurecidas. Ainda se fosse um romance, vá lá, mas o emaranhado de direitos e garantias constitucionais, os tais acesso à justiça e dignidade da pessoa humana já não produzem os mesmos suspiros quando do início da faculdade, nem mesmo no final da última pós-graduação. Hoje a realidade nua e crua mostra, sem piedade, que esses direitos às vezes são, infelizmente, meras palavras. Bonitas, sim. Mas às vezes tão irreais quanto uma boa ficção. Essa sim, ainda será escrita. Pelo menos sonha com isso. Enquanto não resta energia nem mesmo inspiração para tanto, espera da forma mais real e iminente por um certo edital, de um certo concurso, que a ronda desde a já comentada faculdade. Talvez o meio que encontrou para efetivar aqueles direitos comentados e que por tantas vezes desacreditados no vazio das promessas do idelizado Estado Democrático de Direito.
Para por aqui. Lembra que ainda não revisou o novo acordo ortográfico e fica em dúvida quanto aos acentos e outras regras existentes. Voltando a vida real, agradece por este meio através do qual vos fala e desopila. Sempre sem cerimônias.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nostalgia

Amigos de infância, um bom papo com chimarrão e no fim do dia escutar uma daquelas musiquinhas que tocavam nas festinhas de garagem. Para a nostalgia, tudo é válido e perfeito e ela instala-se assim, em plena segunda-feira.
A noção de que o tempo passa, realmente, dá as caras de vez em quando. E dói, e faz chorar, e faz lembrar, mas ainda assim alegra. Por tudo que já passou, que já se aproveitou. Mas que passou. E ainda tudo que irá passar. Mas algumas coisas ficam. Outras ainda vão e voltam. E isso conforta. Energiza.
O tempo faz parte. A vida não seria tão perfeita se não pudéssemos esquecer, escolher, viver e reviver.
Ainda bem que o tempo passa e a memória não esquece.

terça-feira, 31 de março de 2009

Natureza feminina

Nós mulheres, somo bichos imprevisíveis. E às vezes insuportáveis. Ainda mais quando reunidas em um grande grupo, em que todas falam ao mesmo tempo e sentem-se tão íntimas umas das outras que acabam perdendo a noção do perigo.
Mulheres adoram dar colo, confortar e ser o ombro amigo mais próximo. Desde que não se encontre de TPM, que o cabelo não esteja o óh e que dor de cotovelo seja coisa de outros tempos. Somos egoístas quando queremos. Além de egoístas, más. Aquela maldade velada, dissimulada, que só uma mulher, do alto do seu salto 10, é capaz de praticar sem nem ao menos ser notada, a não ser que tenha outra da mesma espécie ao redor. Somos leais, sim, mas ai de quem pisar em nossos calos ou mexer com um dos nossos.
Gostamos de um afago, de um quê de romantismo. Mas homens que precisam de mais colo do que nós mesmas e que confundem a parceira com a mãe, sai de perto que é encrenca na certa.
Somos amorosas, carinhosas, compreensivas e sensíveis. Fortes, briguentas, possessivas e ciumentas.
Nos viramos em mais de cinco se preciso for, conseguimos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, sentir todos os sentimentos ao longo de trinta minutos, enxugar as lágrimas e engolir a raiva, para pronunciar um despretensioso bom dia, pelo simples motivo de que chorando não nos mostramos para ninguém que não nos conheça há pelo menos alguns anos.
Somos amigas, amantes, mães, crianças, molecas, prendadas, nulidades no quesito lar doce lar, mas somos, acima de tudo, mulheres.
Para nos entender, somente outra, bem parecida conosco. Que sabe o que é sentir várias coisas ao mesmo tempo, falar e escutar ao mesmo tempo entre pelo menos mais duas mulheres, cozinhar enquanto fala ao telefone, administrar a casa, o trabalho, os filhos,o marido, o cachorro, sem contar a empregada, quando possível, sem nem ao menos perder o rebolado.
Somos assim, simples e complicadas. A mais perfeita sintonia entre o caos e a paz absoluta, o quente e o frio, a tristeza e a alegria, o amor e o ódio, o ser e o dever ser. Enfim, mulheres.

domingo, 15 de março de 2009

De novo o amor

Depois de um ano do dia em que dissemos "sim, eu aceito", continuo a dizer todos os dias: sim, eu aceito. Aceito o amor, as alegrias, os medos. Aceito os encontros, os desencontros, a euforia, o encantamento. Aceito as palavras, as ditas e as não ditas. Os sustos, as brigas, todas as pazes que fazemos. Aceito o querer bem, o distanciar-se, o querer perto. O estar longe, porém presente. Aceito as virtudes, as manias, as maluquices e sandices. Minhas, tuas, nossas já. Porque o que sou, é o que você é. Em mim te procuro e me encontro. Em você também estou. Em mim mesma, em você, em nós, tudo o que somos, o que queremos, o que sonhamos. Sim, eu aceito. Sim, eu quero. Sim, eu amo. Todos os dias, todas as horas, todo o tempo. Desde sempre e para sempre. Não como nos contos de fadas, nem como em novela das oito. Mas aceito nessa vida nua e crua. Que pulsa, que vibra, que agita e nos completa. Sim, eu aceito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A vida que passa

Ver o mundo passar,
Girar, surpreender
E às vezes não se reconhecer.

O que se espera para viver
Pode passar sem tempo para se ver
Que o mundo não para e a vida passa.

O que fica é o que se guarda
Se cultiva e se perpetua
Sem medo, sem arrependimentos
Mesmo que apenas na memória.

Temperança

  Ser abrigo e entregar afeto  sem medo de perder-se em meio às incertezas.   Pés no chão e intuição no coração.