Escrever é um eterno recomeço
De quem sou e de quem serei
Lembrada ou não, na memória não sei de quem
Minhas palavras aqui ficarão.
De tempos em tempos elas virão
Com dor, com riso
Com deleite e com prazer.
Alegrias, também.
E lágrimas, muitas lágrimas
Pois quem pela vida passa
Sem derramá-las
Não viveu de fato com todo o coração.
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Da alma que lhe sorri
Chora. Pode chorar.
Pois quem chora lava a alma
Que há muito andava esquecida.
Nas gavetas da memória e na rua em que passa
Lembra de toda a sua graça em descobrir-se menina
Mulher, mãe, amante e amiga
Uma mistura de tudo o que foi, o que é e o que ainda será.
Mas chora. E depois ri.
Porque quem chora despeja a tristeza
Para dar espaço à alegria que lhe sorri.
sábado, 12 de outubro de 2013
Do aprender nas palavras
Ainda se encontra na superfície, acima do lugar profundo em que as palavras são mais densas, mais trabalhadas. Mas por não ter medo de ir até o fim, mesmo que o fim seja infinito em um lugar que palavras, sentimentos e emoções se confundem, se fundem e se traduzem, é que busca nas palavras de outros, em outras vidas e outro encantos, o que ainda não aprendeu com ela própria e com suas ainda pequenas dores, pequenos amores e dissabores, de uma vida ainda curta, porém finita, que ainda grita que o fim, bem, este sim, ainda se encontra distante.
sábado, 5 de outubro de 2013
Partida e chegada
Se reconhece como incompleta, pássaro com asas mas com medo de voar.
Rio que corre sem um mar onde chegar, e por assim se sentir acaba sumindo, findando num vazio.
Coração fica apertado, com vontade de parar.
Respira e lembra. Ainda vive, ainda caminha e é notada, mesmo que a partida pareça a única chegada.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Entregando-se
Andava a engolir sapos, carboidratos e afins. Mas prefiro muito mais agora, quando as palavras tomam conta de mim. Devoradora me tornei, uma comedora de palavras enfim. Por aqui continuo, quando a poesia quiser encontrar um ponto. E fim.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Silêncio
Calada remói as palavras não ditas
E o silêncio exigido torna-se maior do que sua boca pode suportar
E o nó que dela inflama
A faz gritar somente em pensamentos.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Tempo
O tempo que levamos para lembrar é infinitamente menor que o tempo que levamos para esquecer. O tempo que se arrasta na rotina é cruelmente inverso ao tempo que nos engole nos fins de semana de sol. O tempo que nos preocupamos com bobagens é ridiculamente maior que o tempo que ocupamos com nós mesmos. O tempo, o vento, o mesmo do mesmo. Vai tempo e voe.
terça-feira, 2 de abril de 2013
De volta
Com os olhos ainda inchados, resolveu encarar todos os medos. Medo de errar, medo de não ser notada, medo de ser fraca, medo de ser forte demais, medo de ter medo. Medo de ser fútil e de ser muito séria também. Medo de ser tachada de chata (mais uma vez, pois foram incontáveis as vezes na adolescência), medo de ser gorda e de fugir da realidade, medo de ser uma mulherzinha e de ser uma super mulher, com capa e espada de super mãe-esposa-profissional-amante-amiga-megera-rainha má-princesa cinderela. Medo dela mesma, da vida, da rotina e da morte, mesmo que por vezes desejada, no mais insano pensamento, por pura vaidade do tipo aí então iriam sentir minha falta.
E de tanto sentir medo, afogou-se em lágrimas e surtos, em realidades distorcidas, fantasias meramente reais e palpáveis. Em contradições com ela e ela mesma, dela para si e de si para o vazio. Em palavras não ditas, em sentimentos abafados, em gritos contidos, em fúria engolida e mal digerida. Em cair em si mesma e no nada. E voltar à superfície e tentar respirar. E só conseguir com os dedos, rápidos, sem freios, com a tela já esquecida a brilhar no meio da noite, e as palavras rápidas e gentis, e que a entendem e que a libertam. E por fim torna a respirar, torna a ver tudo mais claro. Estava sempre ali, tudo, absolutamente tudo, como num surto mal contido. A escrita, as palavras, os dedos, os sentimentos, ela por ela mesma. De volta. Começa a sentir-se viva.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A Alma
Carrega consigo
Como se fosse um abrigo
A alma que habita
Que clama, cala, grita
Sonhos e dissabores
De um corpo que ama.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Promessas
Vivo a fazer promessas. Esse post mesmo é o resultado de uma promessa. Fiquei tão feliz que minha amiga Mariana Alessi havia lido um texto antigo e adorado que prometi a ela escrever novamente no meu blog, em homenagem aos velhos amigos. E no fim minha promessa se arrastou por algumas semanas e eis-me aqui para cumpri-la. Pensei em escrever coisas nostálgicas, coisas engraçadas e até mesmo algumas melancólicas. Tentei amadurecer algum fato passado engraçado ou interessante que coubesse em um texto-história. Mas nada me ocorreu. Apenas que estava mais uma vez com uma promessa a cumprir. E nada. E aí...plim! Uma ideia! Sim, promessas. Passamos muito tempo prometendo tantas coisas a nós mesmos, aos nossos pais, aos nossos parceiros, aos nossos amigos. Prometo fazer exercício, prometo comer menos carboidrato, prometo me organizar, prometo te ligar para aquele café, prometo que é só esse chocolatinho nessa semana, prometo que não vou gastar muito nesse mês, prometo que vou guardar um dinheirinho, prometo, prometo, prometo. Nos afundamos em promessas, às vezes tentando mudar uma situação, tentando superar um defeito ou uma dificuldade de relacionamento. O que me ocorreu é que as promessas vão sempre existir, fazem parte. O que precisamos é de um pouco mais de atitude, pra tentar mudar e realmente fazer acontecer. Mas não estou aqui para dar lição de moral ou conselhos clichês. Sou campeã em fazer promessas e não cumprí-las, não por maldade, mas por falta de tempo ou até mesmo preguiça dependendo da ocasião.
O que quero aqui na verdade é cumprir minha promessa com minha amiga querida e com tanto amigos que estão distantes, aqueles dos quais a minha saudade está sempre a me lembrar e a me instigar a fazer um convite para um café ou uma jantinha legal, a ligar só pra ouvir a voz mas que infelizmente tantas vezes não consigo realizar. Ai vai então, meus sinceros pedidos de desculpas, meu abraço carinhoso e, claro, a promessa de passarmos mais tempo juntos, de nos telefonarmos só pra dar um oi, porque e-mail não mata saudades, facebook não tem o olho no olho e nada supera a força que um bom café tem de aproximar as pessoas e desencadear os papos mais soltos e divertidos.
Aos meu queridos amigos, então, meu eterno carinho e a promessa de nunca esquecê-los.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Um vapt vupt
Ensaiando novas escritas, me vejo meio sem fala, sem palavras melhor diria, mas já com os dedos em riste, exitosos e saltitantes, querendo criar novos versos, mas com um tempo meio escasso, pois vejo que já me atropelam no meu tempo, assim como atropelo essas poucas palavras.
Assinar:
Postagens (Atom)
Temperança
Ser abrigo e entregar afeto sem medo de perder-se em meio às incertezas. Pés no chão e intuição no coração.
-
Então é assim. Você nasce, cresce e acha que quando é gente grande conhece o amor. Encontra o "the one" e resolve que sim, o amor ...
-
Para os que acreditam que casar é coisa do passado, fatos que contradizem essa versão: quatro casais de amigos casarão entre novembro e abri...