sexta-feira, 17 de abril de 2009

Um pouco de realidade e muito de sonhos

Um e-mail confirmando que sim, o capítulo está bom. E sim, já aguarda pelo segundo. O alívio instantâneo em razão do aglomerado de páginas prontas, que parecem vivas, quase como um filho gerado, deve ser imediatamente esquecido (até a correção final), pois mais algumas páginas precisam ser escritas, refletidas, corrigidas, amadurecidas. Ainda se fosse um romance, vá lá, mas o emaranhado de direitos e garantias constitucionais, os tais acesso à justiça e dignidade da pessoa humana já não produzem os mesmos suspiros quando do início da faculdade, nem mesmo no final da última pós-graduação. Hoje a realidade nua e crua mostra, sem piedade, que esses direitos às vezes são, infelizmente, meras palavras. Bonitas, sim. Mas às vezes tão irreais quanto uma boa ficção. Essa sim, ainda será escrita. Pelo menos sonha com isso. Enquanto não resta energia nem mesmo inspiração para tanto, espera da forma mais real e iminente por um certo edital, de um certo concurso, que a ronda desde a já comentada faculdade. Talvez o meio que encontrou para efetivar aqueles direitos comentados e que por tantas vezes desacreditados no vazio das promessas do idelizado Estado Democrático de Direito.
Para por aqui. Lembra que ainda não revisou o novo acordo ortográfico e fica em dúvida quanto aos acentos e outras regras existentes. Voltando a vida real, agradece por este meio através do qual vos fala e desopila. Sempre sem cerimônias.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Nostalgia

Amigos de infância, um bom papo com chimarrão e no fim do dia escutar uma daquelas musiquinhas que tocavam nas festinhas de garagem. Para a nostalgia, tudo é válido e perfeito e ela instala-se assim, em plena segunda-feira.
A noção de que o tempo passa, realmente, dá as caras de vez em quando. E dói, e faz chorar, e faz lembrar, mas ainda assim alegra. Por tudo que já passou, que já se aproveitou. Mas que passou. E ainda tudo que irá passar. Mas algumas coisas ficam. Outras ainda vão e voltam. E isso conforta. Energiza.
O tempo faz parte. A vida não seria tão perfeita se não pudéssemos esquecer, escolher, viver e reviver.
Ainda bem que o tempo passa e a memória não esquece.

terça-feira, 31 de março de 2009

Natureza feminina

Nós mulheres, somo bichos imprevisíveis. E às vezes insuportáveis. Ainda mais quando reunidas em um grande grupo, em que todas falam ao mesmo tempo e sentem-se tão íntimas umas das outras que acabam perdendo a noção do perigo.
Mulheres adoram dar colo, confortar e ser o ombro amigo mais próximo. Desde que não se encontre de TPM, que o cabelo não esteja o óh e que dor de cotovelo seja coisa de outros tempos. Somos egoístas quando queremos. Além de egoístas, más. Aquela maldade velada, dissimulada, que só uma mulher, do alto do seu salto 10, é capaz de praticar sem nem ao menos ser notada, a não ser que tenha outra da mesma espécie ao redor. Somos leais, sim, mas ai de quem pisar em nossos calos ou mexer com um dos nossos.
Gostamos de um afago, de um quê de romantismo. Mas homens que precisam de mais colo do que nós mesmas e que confundem a parceira com a mãe, sai de perto que é encrenca na certa.
Somos amorosas, carinhosas, compreensivas e sensíveis. Fortes, briguentas, possessivas e ciumentas.
Nos viramos em mais de cinco se preciso for, conseguimos fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo, sentir todos os sentimentos ao longo de trinta minutos, enxugar as lágrimas e engolir a raiva, para pronunciar um despretensioso bom dia, pelo simples motivo de que chorando não nos mostramos para ninguém que não nos conheça há pelo menos alguns anos.
Somos amigas, amantes, mães, crianças, molecas, prendadas, nulidades no quesito lar doce lar, mas somos, acima de tudo, mulheres.
Para nos entender, somente outra, bem parecida conosco. Que sabe o que é sentir várias coisas ao mesmo tempo, falar e escutar ao mesmo tempo entre pelo menos mais duas mulheres, cozinhar enquanto fala ao telefone, administrar a casa, o trabalho, os filhos,o marido, o cachorro, sem contar a empregada, quando possível, sem nem ao menos perder o rebolado.
Somos assim, simples e complicadas. A mais perfeita sintonia entre o caos e a paz absoluta, o quente e o frio, a tristeza e a alegria, o amor e o ódio, o ser e o dever ser. Enfim, mulheres.

domingo, 15 de março de 2009

De novo o amor

Depois de um ano do dia em que dissemos "sim, eu aceito", continuo a dizer todos os dias: sim, eu aceito. Aceito o amor, as alegrias, os medos. Aceito os encontros, os desencontros, a euforia, o encantamento. Aceito as palavras, as ditas e as não ditas. Os sustos, as brigas, todas as pazes que fazemos. Aceito o querer bem, o distanciar-se, o querer perto. O estar longe, porém presente. Aceito as virtudes, as manias, as maluquices e sandices. Minhas, tuas, nossas já. Porque o que sou, é o que você é. Em mim te procuro e me encontro. Em você também estou. Em mim mesma, em você, em nós, tudo o que somos, o que queremos, o que sonhamos. Sim, eu aceito. Sim, eu quero. Sim, eu amo. Todos os dias, todas as horas, todo o tempo. Desde sempre e para sempre. Não como nos contos de fadas, nem como em novela das oito. Mas aceito nessa vida nua e crua. Que pulsa, que vibra, que agita e nos completa. Sim, eu aceito.

quinta-feira, 5 de março de 2009

A vida que passa

Ver o mundo passar,
Girar, surpreender
E às vezes não se reconhecer.

O que se espera para viver
Pode passar sem tempo para se ver
Que o mundo não para e a vida passa.

O que fica é o que se guarda
Se cultiva e se perpetua
Sem medo, sem arrependimentos
Mesmo que apenas na memória.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tudo de novo

Março já chega atropelando, parece já haver passado um mês desde o fim das férias, quando na verdade foram 3 dias.
Sem muito tempo para pensar, deposita energias no trabalho, estudos, monografia e todo o resto que vem junto com o ano que inicia.
Pode ser que fique sumida, em recesso por um certo período. Tudo vai depender do grau de necessidade para desopilar da realidade que agita, grita e faz com que os dias sejam quase que automáticos, vividos na correria.
Pede desculpas aqueles que por aqui passam e nada encontram. Promete se esforçar, sem descuidar do objetivo principal do blog que aqui se encontra: parar, escrever, rever e desopilar.
Agora corre, porque o relógio continua, o tic-tac a persegue, como o coelho da Alice: Está atrasada, está atrasada, está atrasada... Mais um ano que se inicia.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Para dar notícias

Para aqueles que já andam se perguntando por onde andará a dona deste blog, esclareço que a mesma adentrou de maneira efetiva no mundo da labuta diária: trabalhar, trabalhar, trabalhar. Esse foi o verbo que imperou no último mês que passou, sendo que irá persistir até a próxima quinta-feira, quando "férias, sombra e água fresca" irão entrar em ação, pelo menos por uma semana...
Espero voltar com gás total e energias revigoradas, afinal, o ano começa MESMO em março...

sábado, 24 de janeiro de 2009

Raízes

O que te faz criar
Raízes
Tua terra?
Teu chão?
Os teus?
Não as cria
Elas já existem
Querendo ou não
Elas te prendem
Te alimentam
Te fazem ser quem tu és
Te fazem crer que és.
Arrancá-las
Impossível.
Apara os galhos que te incomodam
E vive a vida que é tua.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Libertar

Corre para aliviar o peso
Do corpo
Da cabeça
Dos passos.
Sempre sonhou
Mas nunca tentou.
Agora descobre
Antes tarde do que nunca
Mesmo que Deus
Não tenha dado asas
Deu pernas
E estas correm
Libertam.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Às avessas

Tenta escrever mas não consegue. Anda assim, meio sem inspiração. Apenas para se justificar, deixa algumas linhas falarem o que não consegue. Ler tem sido o remédio, ou a solução? Aguarda pela luz, para voltar a normalidade. Vai ver a culpa é de um certo Erico Veríssimo e sua saga de sete livros que ela insiste e não se cansa de ler e reler...Sem falar nos famigerados editais, que insistem em não aparecer. E assim ela segue, navegando, sem rumo muito certo, mas com a água sempre a bater quase no pescoço. Sabe onde está o farol, só precisa enxergá-lo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sempre os livros

Uma brincadeira da Marie. Passo a tarefa para quem se interessar.

1. Livro que marcou sua infância: Lia muito os livros da coleção "Vaga-Lume", o que mais me recordo de ter sido devorado, foi "O escaravelho do diabo".
2. Livro que marcou sua adolescência:Nossa...foram muitos... "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Marques; "Olhai os lírios do campo" e "O tempo e o vento" do Erico Veríssimo, "O livro dos Abraços" do Eduardo Galeano; "Dom Casmurro" Machado de Assis, "Casa dos espíritos" Isabel Allende, esses vieram imediatamente, mas se for parar para pensar são muitos!
3. Autor que mais admira:Erico Veríssimo.
4. Autor contemporâneo: Gabriel Garcia Marques, Eduardo Galeano.
5. Leu e não gostou: Terras do sem fim, do Jorge Amado.
6. Lê e relê: "O tempo e o vento" Erico Veríssimo, "O rio do meio" Lya Luft, "O livro dos abraços" Galeano,
7. Mania: Comprar livros pela capa, ter que sentir a textura das folhas e o cheiro, procurar livros pela espessura: quanto maior, melhor.
8. Livros que quer ler: "Crime e castigo", "Memórias de minhas putas tristes","Ler, viver e amar em Los Angeles" e qualquer um que caia na minha mão...

Temperança

  Ser abrigo e entregar afeto  sem medo de perder-se em meio às incertezas.   Pés no chão e intuição no coração.