quinta-feira, 11 de julho de 2013
Tempo
O tempo que levamos para lembrar é infinitamente menor que o tempo que levamos para esquecer. O tempo que se arrasta na rotina é cruelmente inverso ao tempo que nos engole nos fins de semana de sol. O tempo que nos preocupamos com bobagens é ridiculamente maior que o tempo que ocupamos com nós mesmos. O tempo, o vento, o mesmo do mesmo. Vai tempo e voe.
terça-feira, 2 de abril de 2013
De volta
Com os olhos ainda inchados, resolveu encarar todos os medos. Medo de errar, medo de não ser notada, medo de ser fraca, medo de ser forte demais, medo de ter medo. Medo de ser fútil e de ser muito séria também. Medo de ser tachada de chata (mais uma vez, pois foram incontáveis as vezes na adolescência), medo de ser gorda e de fugir da realidade, medo de ser uma mulherzinha e de ser uma super mulher, com capa e espada de super mãe-esposa-profissional-amante-amiga-megera-rainha má-princesa cinderela. Medo dela mesma, da vida, da rotina e da morte, mesmo que por vezes desejada, no mais insano pensamento, por pura vaidade do tipo aí então iriam sentir minha falta.
E de tanto sentir medo, afogou-se em lágrimas e surtos, em realidades distorcidas, fantasias meramente reais e palpáveis. Em contradições com ela e ela mesma, dela para si e de si para o vazio. Em palavras não ditas, em sentimentos abafados, em gritos contidos, em fúria engolida e mal digerida. Em cair em si mesma e no nada. E voltar à superfície e tentar respirar. E só conseguir com os dedos, rápidos, sem freios, com a tela já esquecida a brilhar no meio da noite, e as palavras rápidas e gentis, e que a entendem e que a libertam. E por fim torna a respirar, torna a ver tudo mais claro. Estava sempre ali, tudo, absolutamente tudo, como num surto mal contido. A escrita, as palavras, os dedos, os sentimentos, ela por ela mesma. De volta. Começa a sentir-se viva.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
A Alma
Carrega consigo
Como se fosse um abrigo
A alma que habita
Que clama, cala, grita
Sonhos e dissabores
De um corpo que ama.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Promessas
Vivo a fazer promessas. Esse post mesmo é o resultado de uma promessa. Fiquei tão feliz que minha amiga Mariana Alessi havia lido um texto antigo e adorado que prometi a ela escrever novamente no meu blog, em homenagem aos velhos amigos. E no fim minha promessa se arrastou por algumas semanas e eis-me aqui para cumpri-la. Pensei em escrever coisas nostálgicas, coisas engraçadas e até mesmo algumas melancólicas. Tentei amadurecer algum fato passado engraçado ou interessante que coubesse em um texto-história. Mas nada me ocorreu. Apenas que estava mais uma vez com uma promessa a cumprir. E nada. E aí...plim! Uma ideia! Sim, promessas. Passamos muito tempo prometendo tantas coisas a nós mesmos, aos nossos pais, aos nossos parceiros, aos nossos amigos. Prometo fazer exercício, prometo comer menos carboidrato, prometo me organizar, prometo te ligar para aquele café, prometo que é só esse chocolatinho nessa semana, prometo que não vou gastar muito nesse mês, prometo que vou guardar um dinheirinho, prometo, prometo, prometo. Nos afundamos em promessas, às vezes tentando mudar uma situação, tentando superar um defeito ou uma dificuldade de relacionamento. O que me ocorreu é que as promessas vão sempre existir, fazem parte. O que precisamos é de um pouco mais de atitude, pra tentar mudar e realmente fazer acontecer. Mas não estou aqui para dar lição de moral ou conselhos clichês. Sou campeã em fazer promessas e não cumprí-las, não por maldade, mas por falta de tempo ou até mesmo preguiça dependendo da ocasião.
O que quero aqui na verdade é cumprir minha promessa com minha amiga querida e com tanto amigos que estão distantes, aqueles dos quais a minha saudade está sempre a me lembrar e a me instigar a fazer um convite para um café ou uma jantinha legal, a ligar só pra ouvir a voz mas que infelizmente tantas vezes não consigo realizar. Ai vai então, meus sinceros pedidos de desculpas, meu abraço carinhoso e, claro, a promessa de passarmos mais tempo juntos, de nos telefonarmos só pra dar um oi, porque e-mail não mata saudades, facebook não tem o olho no olho e nada supera a força que um bom café tem de aproximar as pessoas e desencadear os papos mais soltos e divertidos.
Aos meu queridos amigos, então, meu eterno carinho e a promessa de nunca esquecê-los.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Um vapt vupt
Ensaiando novas escritas, me vejo meio sem fala, sem palavras melhor diria, mas já com os dedos em riste, exitosos e saltitantes, querendo criar novos versos, mas com um tempo meio escasso, pois vejo que já me atropelam no meu tempo, assim como atropelo essas poucas palavras.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Burrice aguda
Alguém por favor me ensina como colocar os ícones do face e do twitter aqui em baixo????
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Conectada
Nova era de tempos modernos. Eu que passei a adolescência mandando cartas via correio para amigas e primas distantes, hoje me vejo com um minicomputador em mãos: meu primeiro smartphone, meu já inseparável amigo eletrônico, meu querido BlackBerry. Antes tarde do que nunca entro em definitivo na era mais que digital e virtual em que vivemos, sem contudo perder a noção da vida desconectada e real: meus livros continuam eternos e ainda me nego a conhecer os tais livros virtuais, que cabem em tablets e afins. Afinal, o cheiro e as páginas viradas uma a uma ainda são insubstituíveis.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Morangos para Antônia
Aprendi que um mingauzinho de maizena com açúcar mascavo resolve a falta de apetite de qualquer criança em comer uma frutinha nesse frio de lascar aqui do nosso Rio Grande.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Incondicional
O que entrego para você não é apenas tempo
É minha vida nesse instante
Mesmo que o prá sempre seja efêmero
O que tenho a oferecer dura o tempo que você precisar
Sua vida toda
E toda minha existência
É minha vida nesse instante
Mesmo que o prá sempre seja efêmero
O que tenho a oferecer dura o tempo que você precisar
Sua vida toda
E toda minha existência
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